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20 de abril de 2016

Inscrição feita - MEDO!


Já me inscrevi para O Sintra Mountain Magic Trail.  Acredito que vai ser uma prova e aventura inesquecível, mas estou apavorada. É a primeira vez que me aventuro num trail e não sei o que esperar nem se vou conseguir fazer o percurso previsto dentro do tempo. Estou curiosa para saber como vou gerir esta ansiedade.

A descrição feita pela organização (em baixo) deixa antever um percurso fabuloso com paisagens incríveis. Quem se junta?

http://www.sintramountainmagictrail.com/
Vais ter a oportunidade de percorrer locais mágicos e encantados que são património mundial da UNESCO

Por onde vais passar?
-Vais passar começar na Vila de Sintra, Palácio da Vila, Quinta da Regaleira, Vila Sasseti, jardins do Palácio da Pena, Cruz Alta, Barragem da Mula, Lagoa Azul, Pedra amarela, Peninha, Anta Adrenunes, Cabo da Roca, Falésias das praias mais a ocidente da Europa, Praia da Ursa, Praia da Adraga, Praia Grande, Convento Capuchos, Monserrate, etc, etc
Vais passar e descobrir trilhos deslumbrantes, bosques mágicos, jardins luxuriantes, castelos encantados. Nas praias atlânticas vais passar por grutas, por pegadas de dinossauros e por falésias....assim como outros locais inigualáveis.
Não temos os 3.000 de altitude, nem temos os cumes brancos de neve;
Mas temos o “0” de altitude (mar atlantico) onde tu vais percorrer desde a Vila de Sintra aos topos das montanhas com Castelos mágicos, passando pelo 0 mts de altitude da praia mais a ocidente da europa, percorrerás trilhos inesquecíveis, e voltarás à Vila de Sintra
Talvez o mais bonito e diversificado Trail do Mundo
Isto não vai ser apenas mais um Trail...mas sim uma possibilidade UNICA de uma aventura em Trilhos e lugares magicos

" Percorrendo a bruma dos magicos Trilhos desta Montanha,
ir da Vila de Sintra até ao Mar...e voltar"

Este vai ser o "Sintra Magic Mountain Trail"

Dia 29 de Maio

Percursos e Distancias aproximadas
Mini Trail / Caminhada 10/15 kms
Trail 20/25 kms
Ultra Trail 55 kms


4 de abril de 2016

Real bodies



Fomos finalmente ver a exposição Real Bodies que está na cordoaria nacional e só vos posso dizer que vale mesmo a pena. Não é propriamente barata mas é espectacular. Conhecer o corpo humano de forma tão pormenorizada e relembrar conhecimentos aprendidos há muito. O Miguel ficou fascinado e gostou das pequenas explicações que pedimos aos vários estudantes de medicina que por lá andam para nos ajudar. Se puderem não percam.


11 de maio de 2015

Belo domingo


Almoço fantástico, rodeada de amigos, daqueles dos bons. Muita conversa, intimidade, comida e vinho para arrasar com a dieta mas que sabem tão bem quando apreciados em boa companhia. Adorei rever pessoas que não via há imenso tempo, abraçar, fofocar, gargalhar, rir e chorar, relembrar. Que bom que é ter amigos e desfrutar da vida com eles. Que bom que é poder ser, completa, sem defesas, sem barreiras, sem medos da critica e do olhar de lado. Que bom que é poder ser frágil, ter medos e pedir um abraço apenas porque conforta.


28 de abril de 2015

O maior triatlo de Portugal

 

 

Lisboa Triathlon vai realizar-se já no próximo sábado, dia 2 de maio, e eu lá estarei para torcer por dois amigos muito especiais. Tenho um respeito enorme por quem é capaz de fazer


  • 950 m natação
  • 45 km ciclismo (sem roda)
  • 10,5 km corrida a pé
 
numa batalha épica entre sexos. Tenho acompanhado o esforço deles nos treinos, os cuidados com a alimentação e descanso e tenho a certeza que darão tudo o que têm para concluir a prova dentro dos tempos que estipularam. Orgulho imenso.
 
 
                                                                                                                               

6 de outubro de 2014

Casamento Marta e Victor


Um mês depois do casamento da Eliana e Vitor, outro casamento, o da Marta e Victor.
Adorei a homilia do padre António Borges com uma bela metáfora: entregou aos noivos um saco de viagem, castanho, com pegas, em representação do casamento, e pediu-lhes que pegassem nele e o levassem até ao fim da igreja e voltassem. Antes de lhes dar o saco para as mãos, abriu-o e pediu aos noivos que espreitassem para o seu conteúdo.Toda a gente curiosa e espantada com a situação, completamente surpreendida, até os noivos, soubemos depois. Ao pedido do padre e ainda um pouco confusos, pegaram cada um numa pega, viraram-se de frente para a assembleia e começaram a andar devagarinho.
O vestido da noiva, (lindo!) tinha uma cauda enorme e dificultava que caminhassem com passo firme e rápido e várias vezes tiveram que parar para ajeitar a cauda que se embrulhava nos pés da noiva. Lá foram andando, devagar até ao fim da igreja. Aí chegados, viraram-se e fizeram o caminho de volta com as mesmas dificuldades mas decididos a cumprir a tarefa proposta.
De novo perante o padre, este pediu-lhes que respondessem a algumas questões sobre o matrimónio e perguntou-lhes:
  • Se tinha sido fácil fazer o percurso com o matrimónio (leia-se, saco de viagem).  Não, tiveram que ultrapassar alguns obstáculos; 
  • Se tinham estado sempre a olhar um para o outro. Não, tiveram que ultrapassar as dificuldades criadas pela corredor apertado e a cauda do vestido e isso fez com que tivessem que olhar também para outras coisas.
  • Se tinham largado o matrimónio quando surgiram os obstáculos. Não, nunca o largaram;
  • Se em algum momento um ou outro carregou mais peso na sua pega. Sim, tiveram que compensar o que estava mais cansado ou com mais dificuldade;
  • Se a família e os amigos sabiam o que estava no interior do matrimónio. Não, só eles tinham visto o seu interior.
 Após este dialogo, o padre  concluiu  que o matrimónio, tal como o transporte do saco naquele dia, não seria sempre fácil, teriam que se debater com dificuldades e obstáculos mas que juntos, compensando-se mutuamente sempre que um estivesse com menos força e não desistindo perante nada, seriam capazes de levar o seu propósito até ao fim. Por último, alertou-os para a necessidade de preservarem a sua intimidade perante o mundo porque o matrimónio é sagrado e deve ser vivido apenas a dois.
 Achei linda esta metáfora e uma forma bem diferente de falar sobre o casamento, as suas dificuldades e o quanto o casal será sempre mais forte se se unirem e lutarem por um mesmo objectivo em vez de o fazerem em separado.Ma-ra-vi-lho-so!
Seguiu-se o tradicional copo de água e uma festa de arromba que durou até de madrugada.

Parabéns Marta e Victor, sejam felizes!



9 de setembro de 2014

Mónica

25 anos de Amor

Aquele fim de ano de 1988 foi fantástico. Tinha descoberto há meia dúzia de dias que ía ser mãe pela primeira vez e fui inundada por um misto de emoções totalmente novas. Foste muito desejada desde a primeira hora. Acho que foste muito desejada desde que me conheço porque sempre quis ser mãe, queria muito ter tido quatro filhos e a noticia da tua chegada encheu-me o coração de esperança e alegria. Foi uma gravidez calma, sem enjoos ou sobressaltos e vivida intensamente, com muita tranquilidade e muita leitura sobre o tema maternidade, rodeada de muito amor. Engordei 30 Kg mas nem isso me incomodava, só queria, como todas as mães, que nascesses saudável e depressa, quando chegasse a hora. Preparação para o parto feita e no dia marcado, depois de 42 semanas de espera, lá estava eu, pronta para aquele que considerava ser o dia mais importante da minha vida até ao momento, o dia do teu nascimento. Depois de alguns "pequenos" contratempos, nasceste, em sofrimento, e levaram-te para longe de mim, para os cuidados intermédios e o meu coração ficou pequenino, sufocado num desassossego sem fim à vista. Não tive a felicidade de te ter logo nos braços, não te ouvi chorar, não te vi e calei a dor sentida para que os que me rodeavam não a sentissem a dobrar. O teu pai teve autorização para te ver e cantou-te a música que diariamente eu te cantava nos momentos que tínhamos a sós, a nossa música, aquela que já antes tinha sido minha e da tua avó -  Avozinha. Tinha lido que se repetíssemos uma música ou som muitas vezes durante a gravidez, essa música teria, posteriormente, quando o bebé estivesse mais agitado, um efeito calmante e, segundo reza a história, o milagre aconteceu e em vez do choro intenso e continuado, acalmaste e procuraste quem cantava. Tive pena de não ter presenciado esse momento mágico mas felizmente que o teu pai se lembrou disso e te deu esse bocadinho de mim. Pedi para te ir ver e a primeira vez que olhei para ti já sentia que te amava mas o amor multiplicou-se de repente e invadiu-me, tomou conta de mim e soube desde logo que serias para sempre o meu grande amor. Aconcheguei-te nos braços, olhei-te nos olhos e acolhi-te no meu coração que de repente se tornou pequeno para receber tanto amor, era mãe, era tua mãe e não podia ser mais feliz. Tive alta hospitalar primeiro que tu mas, como é evidente, recusei-me a sair e deixaram-me ficar para te acompanhar. Mamavas bem e recuperaste depressa. Aqui a vaca leiteira, deu leite a muito bebé naqueles cuidados continuados, bebés prematuros cujas mães não produziam ainda leite e que aproveitavam o meu, que era grosso e abundante. Fomos finalmente para casa e tínhamos à nossa espera uma enorme festa, com toda a família reunida que te aguardava ansiosa e foi nesse dia que tirámos a nossa primeira fotografia das quatro gerações de mulheres da família juntas, fotografia que tivemos a felicidade de repetir ainda por muitos anos e hoje infelizmente não o vamos poder fazer. Já sabes como é a tua avó, tudo é motivo para celebração e ainda bem que assim é porque desse modo vamos também aprendendo a celebrar as pequenas coisas. Depois disso foi ver-te crescer numa contemplação permanente de que não me cansava, ficava apenas a olhar para ti e sentia-me a pessoa mais completa do mundo. Como era possível teres nascido de mim e seres tão perfeita, tão minúscula, tão minha. Era um sentimento de êxtase completo, de puro deslumbramento. Trouxeste à minha vida uma mudança tão boa que é difícil explicá-la por palavras, passaste a ser o meu centro, o meu universo, a minha prioridade, eras tudo e lembro-me de me sentir tão serena e segura nesse papel de mãe, sem dúvidas ou medos de qualquer espécie e onde tudo fluía naturalmente que parecia que te conhecia desde sempre. É mesmo verdade, que a mãe diferencia os choros dos filhos. É mesmo verdade que a ligação que se estabelece é única e irrepetível. É mesmo verdade que o mundo muda para melhor. É mesmo verdade que ser mãe é maravilhoso e eu adoro. Dediquei-me a ti todos os dias e adorei cada minuto passado no chão, a fazer puzzles, legos, pinturas ou a brincar com bonecas. Tomámos centenas de banhos juntas e depois deitava-te no meu corpo, pele com pele, e aí adormecias serena. Ensinei-te a olhar nos olhos, a respirar comigo e a escutar o bater do meu coração quando estavas agitada. Ouvimos o silêncio juntas, lemos vezes e vezes sem conta os livros de que mais gostavas, criei-te uma rotina securizante mas, mais importante de tudo, amei-te até ao infinito e mais além. Entraste depois na escola e foste uma filha exemplar, que nunca me deu problemas ou preocupações. És hoje uma mulher com valores morais que admiro, responsável, amiga, solidária, mas para mim serás sempre aquele bebé que me ensinou o que é o amor incondicional, o meu bebé. Parabéns, filha, sê feliz!