É tão bom partilhar bons momentos com amigos queridos. Um passeio maravilhoso seguido de um belo jantar. Que venham muitos mais, sempre em tão boa companhia. As coisas boas da vida são simples e infinitamente melhores quando partilhadas com quem gostamos.
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14 de março de 2016
17 de fevereiro de 2016
Toda a gente me conta tudo
Toda a gente me define como alguém de confiança, um bom amigo e bom ouvinte, que sabe escutar e a quem se pode recorrer em caso de necessidade e que dá bons conselhos quando é preciso. Sinto-me bem e orgulhoso com isso, mas às vezes é demais. Ninguém se interessa por mim ou pelos meus próprios problemas, ninguém me telefona e me pergunta se estou bem ou se preciso de alguma coisa, ninguém me dá espaço para desabafar. Sinto-me desgastado, sobrecarregado e usado por toda a gente. Que faço?
Esta foi a pergunta e o tema de uma sessão de terapia.
Ainda que alguém tenha características altruístas e seja de facto um bom ouvinte é necessário que a pessoa perceba que não tem de desempenhar esse papel de confidente sempre e com toda a gente. As relações, sejam elas de amizade, familiares ou amorosas, devem basear-se na reciprocidade e se tal não acontece, então, alguma coisa não está bem e deve ser alterada. No entanto, o problema não está nos outros mas na própria pessoa que para se sentir incluída na relação se deve incluir. Se só ouve e não partilha, se só escuta e não fala e, se ainda por cima se sente mal com isso, deve fazer algo para alterar a situação.
15 de fevereiro de 2016
A árvore da vida dos amigos
Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem
felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso
caminho.
Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo
muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore
represente um dos nossos amigos.
O primeiro que nasce é o nossos amigo Pai e a
nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida.
Depois, vêem os amigos Irmãos, com quem dividimos o
nosso espaço para que possam florescer como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem
respeitamos e desejamos o bem.
Mas, o destino apresentamos a outros amigos, os
quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos de
eles chamamos-lhes amigos da alma, do coração. São
sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que
nos faz feliz.
E ás vezes um desses nossos amigos da alma estala no
nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. Esse dá brilho
aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos
pés.
Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas
férias ou uns dias ou umas horas. Eles
colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que
estamos com eles.
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos
distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e
que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma
folha e outra. O tempo passa, o Verão vai-se, o
Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas
folhas, algumas nascem noutro Verão e outras
permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais felizes, é que as
folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com
alegria. São recordações de momentos maravilhosos de
quando se cruzaram no nosso caminho.
Desejo-te, folha da minha árvore, paz, amor, sorte e
prosperidade.
Hoje e sempre...Simplesmente porque cada pessoa que
passa na nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um
pouco de nós.
Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não
nos deixam nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a
prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."
22 de junho de 2015
As minhas pessoas
Da minha história fazem parte imensas pessoas e com todas elas aprendi algo, muitas vezes à custa de dor, é certo, mas foram todas grandes lições de vida. Há pessoas que estão comigo desde sempre, amparando-me, guiando-me e amando-me. Outras vieram e já partiram e deixaram saudade. Há as que apenas comigo se cruzaram, num tempo efémero mas intenso e que deixaram alegrias e sofrimento. A uns servi e por outros fui servida. A uns ensinei e de outros aprendi. Transmiti conceitos, pensamentos e emoções e recebi caminhos para desbravar. Andei sempre acompanhada mesmo quando a solidão apertou. Tive beijos e abraços e puxões de orelhas vários. Recebi palmadas e rejeições e fui traída e mal amada. O inverso também é verdade e tenho certeza que tratei quem comigo se cruzou com o mesmo amor e desapego com que fui tratada. Há pessoas que me marcaram e comigo permaneceram sempre e outras que já esqueci embora tenha interiorizado bem o que me quiseram ensinar. Umas vieram, outras partiram. Umas estão e nem sei bem como ou porquê e outras habitam estranhas existências paralelas. Neste mundo de inúmeras relações pessoais entrecruzadas o valor de cada um é imensurável e a todos sou grata porque a eles devo tudo o que sou.
11 de maio de 2015
Belo domingo
Almoço fantástico, rodeada de amigos, daqueles dos bons. Muita conversa, intimidade, comida e vinho para arrasar com a dieta mas que sabem tão bem quando apreciados em boa companhia. Adorei rever pessoas que não via há imenso tempo, abraçar, fofocar, gargalhar, rir e chorar, relembrar. Que bom que é ter amigos e desfrutar da vida com eles. Que bom que é poder ser, completa, sem defesas, sem barreiras, sem medos da critica e do olhar de lado. Que bom que é poder ser frágil, ter medos e pedir um abraço apenas porque conforta.
28 de abril de 2015
O maior triatlo de Portugal
O Lisboa Triathlon vai realizar-se já no próximo sábado, dia 2 de maio, e eu lá estarei para torcer por dois amigos muito especiais. Tenho um respeito enorme por quem é capaz de fazer
- 950 m natação
- 45 km ciclismo (sem roda)
- 10,5 km corrida a pé
24 de abril de 2015
A melhor PT
Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.
(Antoine de Saint-Exupéry)
A minha Carlota, a melhor PT do mundo, vai abraçar novos e melhores desafios e é com um misto de emoções que recebo a noticia.
Se por um lado fico muito feliz por a ver crescer, trilhar outros caminhos e aceitar novos desafios numa área de intervenção de que gosta bastante e que, com certeza, a levará longe no seu percurso profissional, por outro lado sinto-me triste por ver sair da minha vida uma pessoa que tanto se empenhou.
Até setembro do ano passado, fui aquele tipo de pessoa para quem o exercício era giro, devia fazer bem, mas para mim não, obrigada. Ficava alapada no sofá, dia após dia, e mexer-me está quieta que isso cansa.
Quando decidi mudar de vida e dedicar-me a isto à séria conheci a Carlota. Não sei se foi amor à primeira vista ou não, sei apenas que a entrega dela à profissão e às pessoas é surpreendente. Profissional empenhada nunca se negou a fazer mais do que seria esperado no âmbito do contrato que estabelecemos. Está sempre disponível para tudo e mais alguma coisa. Explica, esclarece, apoia, incentiva, desdobra-se em atenções e motivação. Nota-se que gosta do que faz e que se preocupa. Para ela, não somos apenas mais um, somos únicos. Pelo menos foi assim que me senti durante estes sete meses e só lhe posso agradecer a forma como me tratou e tudo que me ensinou.
Hoje, em jeito de despedida, tenho de confessar que nunca pensei ganhar este bicho mas fui contaminada. Correr, levantar pesos, remo, elíptica, passadeira, qualquer actividade hoje em dia faz parte da minha rotina diária, sem a qual me sinto a stressar. Nunca pensei que era através do exercício que iria deixar de fumar e que iria controlar o stress do dia a dia. Que chegaria o dia em que ansiaria por uma corrida ou ida ao ginásio e que isso me deixaria mais forte física e psicologicamente, mais capaz de enfrentar a vida e os seus múltiplos contratempos e problemas e, principalmente, mais feliz. É a ti, Carlota, que agradeço tudo isso. Deixaste marca. Bem hajas e Boa Sorte! Mereces tudo de bom.
(Ainda vou correr uma maratona, vais ver, fica a promessa.)
20 de abril de 2015
Amizade
Gosto tanto deste anúncio. Uma mensagem bonita e forte sobre a amizade e os tempos modernos. "Conversamos com o ecrã, rimos com as teclas, e fazemos likes para enganar a saudade. Mas entre um não posso e outro, os grandes amigos vão-se tornando estranhos. O que é estranho..."
17 de março de 2015
Sou digno de mim própriio
A palavra dignidade é a que melhor descreve a vida de dois homens que vivem debaixo da ponte e que nos foram ontem apresentados na TVI, numa excelente reportagem, conduzida por Catarina Canelas com imagem de José Chorão. São dois amigos, o Juan e o Fernando, que aparentemente nada têm em comum, a não ser um destino cruel de sem abrigo, que se entre ajudam e partilham lutas e tristezas. Vivem em condições sobre humanas mas não perderam a dignidade e os valores mais puros da humanidade. Sofrem. Riem. Choram. Rezam. Esperam um amanhã melhor e não desesperam. Uma lição para muitos de nós que desistimos perante algumas pequenas adversidades da vida e que permanentemente nos queixamos da pouca sorte que temos quando afinal temos tanto.
Vale a pena ver. Aqui.
7 de novembro de 2014
27 de outubro de 2014
O fim de semana
O fim de semana foi mesmo bom!
Ginásio no sábado de manhã, almoço de peixinho grelhado, tarde a descobrir novas séries e à noite belo jantar com os meus dois casais preferidos. Serão animado, com boa comida e alguma bebida e muita conversa. Uns temas sérios e outros nem por isso, riso, gargalhadas, reflexões e tiradas filosóficas, tivemos tempo e disposição para tudo. São estes momentos, junto das pessoas que amamos e que nos fazem bem que transformam a nossa vida e me fazem feliz.
No domingo foi dia de ir ao teatro ver a peça do José Pedro Gomes. "Estamos todos" é uma comédia, com oito personagens, todas representadas pelo actor. Embora não tão hilariante como outras peças dele que já vi anteriormente a personagem do velho e do padre estão fantásticas. Não ri à gargalhada como é costume, sorri o tempo todo e não dou nada por mal empregue o dinheiro gasto no bilhete.
Regressada a casa foi tempo de assistir à vitória do Sporting e à derrota do Benfica. Belo fim de semana, sem dúvida.
21 de outubro de 2014
Obrigada!
Em dois meses já somos 1000 no facebook. Agradeço aos amigos que acompanham, apoiam e partilham este projecto.
6 de outubro de 2014
Casamento Marta e Victor

Um mês depois do casamento da Eliana e Vitor, outro casamento, o da Marta e Victor.
Adorei a homilia do padre António Borges com uma bela metáfora: entregou aos noivos um saco de viagem, castanho, com pegas, em representação do casamento, e pediu-lhes que pegassem nele e o levassem até ao fim da igreja e voltassem. Antes de lhes dar o saco para as mãos, abriu-o e pediu aos noivos que espreitassem para o seu conteúdo.Toda a gente curiosa e espantada com a situação, completamente surpreendida, até os noivos, soubemos depois. Ao pedido do padre e ainda um pouco confusos, pegaram cada um numa pega, viraram-se de frente para a assembleia e começaram a andar devagarinho.
O vestido da noiva, (lindo!) tinha uma cauda enorme e dificultava que caminhassem com passo firme e rápido e várias vezes tiveram que parar para ajeitar a cauda que se embrulhava nos pés da noiva. Lá foram andando, devagar até ao fim da igreja. Aí chegados, viraram-se e fizeram o caminho de volta com as mesmas dificuldades mas decididos a cumprir a tarefa proposta.
De novo perante o padre, este pediu-lhes que respondessem a algumas questões sobre o matrimónio e perguntou-lhes:
- Se tinha sido fácil fazer o percurso com o matrimónio (leia-se, saco de viagem). Não, tiveram que ultrapassar alguns obstáculos;
- Se tinham estado sempre a olhar um para o outro. Não, tiveram que ultrapassar as dificuldades criadas pela corredor apertado e a cauda do vestido e isso fez com que tivessem que olhar também para outras coisas.
- Se tinham largado o matrimónio quando surgiram os obstáculos. Não, nunca o largaram;
- Se em algum momento um ou outro carregou mais peso na sua pega. Sim, tiveram que compensar o que estava mais cansado ou com mais dificuldade;
- Se a família e os amigos sabiam o que estava no interior do matrimónio. Não, só eles tinham visto o seu interior.
Achei linda esta metáfora e uma forma bem diferente de falar sobre o casamento, as suas dificuldades e o quanto o casal será sempre mais forte se se unirem e lutarem por um mesmo objectivo em vez de o fazerem em separado.Ma-ra-vi-lho-so!
Seguiu-se o tradicional copo de água e uma festa de arromba que durou até de madrugada.
Parabéns Marta e Victor, sejam felizes!
11 de setembro de 2014
Aprender com os cães
Por que os cães vivem menos tempo que as pessoas? Aqui está a resposta dada por uma criança de 6 anos:
Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão irlandês de 13 anos de idade chamado Belker.
A família do cão, Ron, a sua esposa Lisa e o seu pequeno Shane, eram muito ligados a Belker e aguardavam por um milagre.
Examinei Belker e descobri que estava a morrer de cancro. Disse à família que não poderia fazer nada por Belker e ofereci-me para realizar o procedimento de eutanásia em casa deles.
No dia seguinte, senti aquela sensação familiar na minha garganta quando Belker foi circundado pela família. Shane parecia tão calmo enquanto acariciava o seu cão pela última vez, e eu questionava-me se ele entendia o que estava a acontecer. Em poucos minutos, Belker fechou, pacificamente, os olhos num sono do qual não iria acordar.
O menino parecia estar a aceitar a transição de Belker sem dificuldade. Sentámo-nos por um momento perguntando-nos sobre o porquê do facto infeliz da vida dos cães ser mais curta do que a dos seres humanos.
Shane, que tinha estado a escutar atentamente, disse:'' Eu sei porquê.''
O que ele disse depois espantou-me e deixou-me sem fala. Nunca antes tinha ouvido explicação mais reconfortante que esta.
Esse momento mudou a minha maneira
de ver a vida.
Shane disse:'' Nós vimos ao mundo para aprender a viver uma boa vida, aprender a amar os outros todos os dias e sermos boas pessoas, não é? Bem, como os cães já nascem a saber tudo isso,
Shane disse:'' Nós vimos ao mundo para aprender a viver uma boa vida, aprender a amar os outros todos os dias e sermos boas pessoas, não é? Bem, como os cães já nascem a saber tudo isso,
não têm de ficar cá durante
tanto tempo como nós.''
Moral da história?
Se um cão fosse teu professor, aprenderias coisas como:
1) Quando os teus entes queridos chegam a casa, corre sempre para os cumprimentar.
2) Nunca deixes passar uma oportunidade para ir passear.
3) Permite que a experiência do ar fresco e do vento, na tua cara, seja de puro êxtase.
4) Faz umas sonecas.
5) Espreguiça-te antes de te levantares.
6) Corre, salta e brinca diariamente.
7) Melhora a tua atenção e deixa que as pessoas te toquem.
8) Evita morder quando um simples rosnar seja o suficiente.
9) Em dias quentes, deita-te de costas sobre a relva com as pernas e braços abertos.
10) Num clima muito quente, bebe muita água e deita-te à sombra duma árvore frondosa.
11) Quando estiveres feliz, dança.
12) Delicia-te com a simples alegria de uma longa caminhada.
13) Nunca pretendas ser algo que não és.
14) Se o que queres, está enterrado... cava até encontrares.
15) Quando alguém esteja a ter um mau dia, fica em silêncio, senta-te a seu lado e, suavemente, faz-lhe sentir que não está só... !
Moral da história?
Se um cão fosse teu professor, aprenderias coisas como:
1) Quando os teus entes queridos chegam a casa, corre sempre para os cumprimentar.
2) Nunca deixes passar uma oportunidade para ir passear.
3) Permite que a experiência do ar fresco e do vento, na tua cara, seja de puro êxtase.
4) Faz umas sonecas.
5) Espreguiça-te antes de te levantares.
6) Corre, salta e brinca diariamente.
7) Melhora a tua atenção e deixa que as pessoas te toquem.
8) Evita morder quando um simples rosnar seja o suficiente.
9) Em dias quentes, deita-te de costas sobre a relva com as pernas e braços abertos.
10) Num clima muito quente, bebe muita água e deita-te à sombra duma árvore frondosa.
11) Quando estiveres feliz, dança.
12) Delicia-te com a simples alegria de uma longa caminhada.
13) Nunca pretendas ser algo que não és.
14) Se o que queres, está enterrado... cava até encontrares.
15) Quando alguém esteja a ter um mau dia, fica em silêncio, senta-te a seu lado e, suavemente, faz-lhe sentir que não está só... !
25 de julho de 2014
Luísa
Vi-te e gostei de te poder ver, beijar e abraçar, ainda que com imensa cautela para não te magoar.
Vi-te e não gostei de te ver frágil, magra, amarela, doente, mas reconheci no teu olhar a bondade imensa e a alma pura que sempre te reconheci.
Sempre foste linda, loira e de olhos azuis (não que isso tenha grande importância porque não tem mesmo nenhuma), mas eras linda, não há como nega-lo. Cara de boneca, elegante e distinta, postura de princesa e lindíssima, mas a tua verdadeira beleza não é essa, é a beleza interior. És a pessoa mais doce, ternurenta, compreensiva, tolerante e sem maldade ou inveja que conheço. Nunca te ouvi dizer mal de ninguém, nunca te ouvi zangada com a vida, nunca te vi expressar qualquer sentimento negativo. És um exemplo. Um exemplo de vida. Um bom exemplo! Se o mundo tivesse meia dúzia de Luísas seria, com toda a certeza, um pouco melhor.
És distraída, às vezes com algumas atitudes de criança despassarada, que sempre achei propositadas, e que só estão ao alcance das pessoas inteligentes, a quem dá jeito parecer que não o são. És cómica, com um estilo de humor muito peculiar e que não está ao alcance de qualquer um e muito disciplinada. Extremamente organizada, com as manias das limpezas e arrumações, boa mãe, irmã, mulher, nora, sogra, madrasta e AMIGA.
Foste para mim, numa altura complicada da vida, apoio, conforto e modelo a seguir - se tinhas conseguido seguir em frente e eras feliz eu também o poderia conseguir. Nunca me recusaste um café, uma conversa, uma oração, um conselho, um abraço. Estiveste sempre presente quando te pedi e, mesmo à distância, sempre senti o teu amor. Ser-te-ei eternamente grata por isso e pelo muito que contigo aprendi.. E não estou habituada a ver-te assim, frágil e doente. E dói. E massacra. E entristece-me sentir a impotência perante o teu sofrimento. A vida tem destas coisas, é muitas vezes injusta e dá tamanhas cruzes a quem não as merece de todo.
Vão dizer-te que tens de ser forte, que tens de ter coragem, que tens de fazer isto e deves pensar aquilo, que tens de agir assim e sentir assado mas sabes uma coisa, aqui que ninguém nos ouve, não tens nada nem deves nada nem precisas de fazer nada, Faz o que entenderes, sente o que precisares de sentir, age como te apetecer agir, grita, chora, ri, explode, insulta. Não há regras na doença nem manuais para seguir, por isso sê apenas tu própria e vive, vive cada dia como viveste todos os outros, com determinação e bondade, com fé e amor e acredita que tens à tua volta todo o amor que ao longo da vida semeaste, apenas porque mereces.
Vi-te e não gostei de te ver frágil, magra, amarela, doente, mas reconheci no teu olhar a bondade imensa e a alma pura que sempre te reconheci.
Sempre foste linda, loira e de olhos azuis (não que isso tenha grande importância porque não tem mesmo nenhuma), mas eras linda, não há como nega-lo. Cara de boneca, elegante e distinta, postura de princesa e lindíssima, mas a tua verdadeira beleza não é essa, é a beleza interior. És a pessoa mais doce, ternurenta, compreensiva, tolerante e sem maldade ou inveja que conheço. Nunca te ouvi dizer mal de ninguém, nunca te ouvi zangada com a vida, nunca te vi expressar qualquer sentimento negativo. És um exemplo. Um exemplo de vida. Um bom exemplo! Se o mundo tivesse meia dúzia de Luísas seria, com toda a certeza, um pouco melhor.
És distraída, às vezes com algumas atitudes de criança despassarada, que sempre achei propositadas, e que só estão ao alcance das pessoas inteligentes, a quem dá jeito parecer que não o são. És cómica, com um estilo de humor muito peculiar e que não está ao alcance de qualquer um e muito disciplinada. Extremamente organizada, com as manias das limpezas e arrumações, boa mãe, irmã, mulher, nora, sogra, madrasta e AMIGA.
Foste para mim, numa altura complicada da vida, apoio, conforto e modelo a seguir - se tinhas conseguido seguir em frente e eras feliz eu também o poderia conseguir. Nunca me recusaste um café, uma conversa, uma oração, um conselho, um abraço. Estiveste sempre presente quando te pedi e, mesmo à distância, sempre senti o teu amor. Ser-te-ei eternamente grata por isso e pelo muito que contigo aprendi.. E não estou habituada a ver-te assim, frágil e doente. E dói. E massacra. E entristece-me sentir a impotência perante o teu sofrimento. A vida tem destas coisas, é muitas vezes injusta e dá tamanhas cruzes a quem não as merece de todo.
Vão dizer-te que tens de ser forte, que tens de ter coragem, que tens de fazer isto e deves pensar aquilo, que tens de agir assim e sentir assado mas sabes uma coisa, aqui que ninguém nos ouve, não tens nada nem deves nada nem precisas de fazer nada, Faz o que entenderes, sente o que precisares de sentir, age como te apetecer agir, grita, chora, ri, explode, insulta. Não há regras na doença nem manuais para seguir, por isso sê apenas tu própria e vive, vive cada dia como viveste todos os outros, com determinação e bondade, com fé e amor e acredita que tens à tua volta todo o amor que ao longo da vida semeaste, apenas porque mereces.
22 de maio de 2014
Amizade com ex namorado
A propósito desta série, "Ex on the Beach", em que tropecei no fim de semana, que conta a aventura de oito belos jovens, colocados numa ilha para uma férias de sonho, com sol, praia, festas e sexo e que explora as suas reacções quando a produção decide enviar para a ilha os ex de todos eles, um de cada vez, comecei a pensar até que ponto será legitimo e saudável manter uma relação de amizade com os ex, comportamento que parece estar cada vez mais na moda, pelo menos entre muitas figuras públicas que dizem sempre o já batido "estamos bem, ficámos amigos", depois do fim da relação, como se uma separação pudesse ser sempre doce e tranquila para ambos.
Tenho cá para com os meus botões que toda a separação é difícil, não acredito nisso de separações fáceis e não me parece aceitável grandes amizades, pelo menos no inicio e, principalmente, se o rompimento se deveu à vontade de apenas uma das partes. Não quer dizer que não possa vir a acontecer, com o tempo, mas no imediato parece-me difícil e até problemático.
Se não, pensemos. Quando um casal decide separar-se aparecem, normalmente, num ou em ambos os membros do ex casal, em maior ou menor escala, sentimentos de rejeição, baixa auto estima, traição, quebra de confiança, insatisfação, desilusão, zanga, raiva, entre outros, todos eles dentro deste especto negativo e, se calhar, às vezes, também algum alívio pela libertação conseguida.
Sendo verdade esta premissa, não me parece que sentimentos deste tipo sejam iguais aos que alimentam as amizades. Os amigos habitualmente despertam em nós sensações totalmente diferentes destas, de respeito, confiança, gratidão e bem estar. Poderá alguém ser amigo da pessoa que a rejeitou e magoou? Quererá alguém ter como amigo uma pessoa em quem não confia e com quem não pode contar, com quem se sente zangado e por quem sente raiva? Acho pouco plausível. Depois, há ainda um outro facto, escondido e mais ou menos consciente, que muitas vezes está por trás do objectivo de continuarem amigos: o desejo, por parte de quem ainda gosta, de reconquista. O pensamento de que se se mantiverem por perto e se forem amigos, há maior probabilidade de o conseguir reconquistar e trazer de volta para a relação. Este pensamento é extremamente perigoso porque a pessoa não percebe que o outro já não está empenhado, que está preparado para avançar e refazer a vida amorosa e o sujeito que deseja o reatar fica preso numa relação sem futuro, não aceita o fim, não faz o luto da relação perdida e, em última análise, sofre desnecessariamente. O meu conselho, é que deixem passar um tempo sem contacto, curem as feridas e depois, quando o tempo desempenhar a sua função de cura, ai sim, estão em condições para conviver, mais ou menos amigavelmente.
Para não correr o risco de ser já apedrejada ou ter de ler comentários desagradáveis, peço que toda a gente se foque nas relações em causa, as que são retratadas no dito programa, as de namoro, sem filhos. É claro que quando existem filhos o caso é diferente e terei oportunidade de escrever sobre isso noutra ocasião
16 de maio de 2014
O sabor da amizade
Para mim, a amizade terá sempre um sabor agridoce porque se por um lado nos alimenta a alma e conforta nos maus momentos, também é com os amigos que contamos para nos chamarem à razão e trazer-nos à realidade quando andamos perdidos.
O jantar de ontem, com um amigo do Norte, foi regado com bom vinho e temperado com muita conversa. Gosto muito quando é possível reunir à volta da mesa a amizade e saborear a presença de quem gostamos verdadeiramente. Obrigada Nuno por uma noite bem passada.
O jantar de ontem, com um amigo do Norte, foi regado com bom vinho e temperado com muita conversa. Gosto muito quando é possível reunir à volta da mesa a amizade e saborear a presença de quem gostamos verdadeiramente. Obrigada Nuno por uma noite bem passada.
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