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20 de fevereiro de 2018

O Homem da minha vida



Era uma sexta feira, fomos a Loures e deste-me o fio num impulso. Ias comprar outro para ti. Algo tão simples e tão teu. Foi um momento do mais puro Amor. Depois, ... bem, ... depois, ... tudo acabou, ...apenas ficou a dor.

A tua ausência dói e a saudade aperta. São os sentidos sem sentido, não há cheiro, toque, olhar, abraço, não há nada. Nunca mais os teus conselhos. Nunca mais os caracóis, as cerejas ou os camarões. Nunca mais a música partilhada e as letras que teimavas em inventar. Nunca mais tanta coisa.
Nunca é demais.
É uma dor que aperta e sufoca.
É uma tristeza que se instala e turva a vida.
É um peso enorme no peito que angustia porque te sinto em tanta coisa e em tanto lado: as cerejas que não consegui comer este ano, o Sporting que persiste em fazer-nos sofrer, o frango no forno que temos para jantar, o fio que ponho quando te quero próximo, o pensamento em turbilhão, o sopro, o coração a bater no peito, as azeitonas pretas e pequeninas, o perfume que aguça a memória, a camisola que me abraça, o cachecol que ofereci, a foto, o amor, a saudade que dói, o carro, a casa que escolheste, o aperto no peito, a caixa que não abro, as canetas, a mão que sinto, o ser, o orgulho, a agressividade que quero controlar, o mar, os barcos, a moamba e o picante, o lugar à mesa que é teu, os pássaros que agora me chamam, o vento, os amigos que falam de ti, a mãe, a música que sei que ias gostar, os cadernos com aquela letra, as sardinhas, os caracóis, as férias, as goiabas que plantaste, o presunto, fevereiro que parece não ter fim, a fruta, o Natal. Tudo e tanto. Memórias que te mantêm comigo a todo o instante.

Este ano foi duro, muito duro e dar um sentido à dor não está a ser fácil.  Houve traições, (poucas), desapegos (alguns), pessoas próximas que se afastaram e pessoas boas, (muitas), que se revelaram. A Rujoca fechou e os incêndios queimaram a Terra. Parecia que a tua pegada se estava a apagar. Mas a tua pegada somos nós, e enquanto nós vivermos e recordarmos e sentirmos, tu estarás aqui.

Foste um Grande Homem e um avô babado, presente, atento, com valores, histórias e experiências. Acolheste os meus filhos. Primeiro, o Miguel, depois o Bruno. Orgulhavas-te da Mónica e adoptaste o Sta como neto. Foste farol, guia e alicerce e sei que podia contar sempre contigo, para tudo, em tudo. Nunca me falhaste. Deixaste em mim mais do que pensas e quando dizem que sou parecida contigo, isso enche-me de orgulho. Foste a minha referência de Pessoa e de Homem e saber que aprendi a lição é bom.

Ainda vou plantar a tal cerejeira em jeito de pequena homenagem porque recordar-te e seguir o que me ensinaste é a melhor forma de te lembrar.
Hoje a saudade transbordou.


2 de maio de 2016

O problema é a gaiola


Já ouviram falar em Rat Park? Foi um estudo sobre dependência de drogas realizado no final de 1970 (e publicado em 1980) pelo psicólogo canadense Bruce K. Alexander e seus colegas da Universidade Simon Fraser, no Canadá. A hipótese de Alexander era que as drogas não causam dependência, e que o vício aparente aos das drogas opiáceas comumente observados em ratos de laboratório expostos a ela é atribuível às suas condições de vida, e não a qualquer propriedade viciante da droga em si

A experiência é simples. Coloque um rato numa gaiola, sozinho, com duas garrafas de água. Uma delas tem só água. A outra tem água misturada com cocaína ou heroína. Em quase todas as vezes que se fizer essa experiência, o rato vai ficar obcecado com a água com drogas. Ele vai tomá-la até morrer.
A conclusão explica: "Se uma droga é tão viciante, nove de dez ratos de laboratório vão usá-la. E usá-la. E usá-la. Até à morte. É chamada cocaína. E ela pode fazer o mesmo com você".

Mas, nos anos 1970, um professor de psicologia de Vancouver chamado Bruce Alexander percebeu algo estranho nessa experiência. O rato está sozinho na gaiola. Ele não tem nada para fazer além de usar a droga. O que aconteceria se tentássemos algo diferente? Então Alexander criou o Rat Park. Tratava-se de uma área grande, 200 vezes maior do que uma jaula, cheia de brinquedos, túneis, perfumes, cores e, o mais importante, habitada por 16 ratinhos albinos. Ratos brancos, como humanos, são seres sociais – adoram brincar uns com os outros. Eles são muito mais felizes em grupo. Outros 16 ratinhos tiveram sorte pior – foram trancados nas jaulas tradicionais, sem companhia nem distração. Ambos os grupos tinham acesso livre a dois bebedores – um com água e o outro, morfina.

Os ratos engaiolados fizeram o que se esperava deles: drogaram-se até morrer. Mas os do Rat Park não. A maioria deles ignorou a morfina. Podendo escolher entre morfina e água, os ratinhos do parque no geral preferiam água. Mesmo quando os ratos do Rat Park eram forçados a consumir morfina até virarem dependentes, eles tendiam a largar o hábito assim que podiam. O consumo da droga entre eles foi 19 vezes menor do que entre os ratinhos enjaulados.

Ou seja, o problema não é a droga: é a jaula.
Hoje entende-se bem como funciona a química da dependência no cérebro. O centro da questão é um químico chamado dopamina, o principal neurotransmissor do nosso sistema de recompensa. Quando animais sociais ficam isolados e sem estímulos, seus cérebros secam de dopamina. Resultado: um apetite enorme e insaciável pela substância. Drogas – todas elas – têm o poder de aumentar os níveis de dopamina no cérebro, aliviando essa fissura. O nome disso é dependência.

Ou seja, não é a droga que causa dependência – é a combinação da droga com uma predisposição. E o único jeito de curar dependência é curar essa predisposição: dando a esse sujeito uma vida melhor, como Bruce Alexander fez com os ratinhos do Rat Park.

Hoje a maioria dos países desenvolvidos entendeu isso e criou políticas públicas de cuidado e acolhimento para resolver o problema da droga. O melhor exemplo disso é Portugal, que há apenas dez anos vivia uma emergência pública com um surto de dependência em heroína, e hoje é considerado inspiração para o mundo em termos de políticas de drogas bem sucedidas. O que Portugal fez foi abrir consultórios, com um atendimento de boa qualidade, que trata os dependentes com respeito, tenta enriquecer suas vidas, estimula o convívio social, incentiva-os a buscar ajuda, oferece-lhes ambientes tranquilos, acolhedores. Os resultados são bons, embora ainda haja muito a fazer.




24 de março de 2016

Uma mulher inspiradora



Às vezes ajuda sentir-me grata por lá ter estado, porque isso deu-me, sou mais rica do que as outras pessoas, a minha reacção à vida é muito diferente. Todos se queixam:"Isto é tão horrível, isto..." Não é assim tão horrível.

Quando se esteve mesmo no fundo do inferno e se volta à superfície, aprende.se o que importa na vida e o que não tem importância. E são poucas as coisas que importam, a vida e as relações humanas, tudo o resto não tem qualquer importância.Podemos viver sem isso. E por causa disso sou muito mais feliz.

Depende de mim a vida ser boa ou má,não da vida, de mim! Tudo é bom e mau. Eu olho para o lado bom. Porque mesmo o horrível tem um lado bonito.Todos os dias da vida são bonitos.

Palavras da extraordinária Alice Sommer, aos 109 anos,a mais velha sobrevivente do holocausto em todo o mundo quando filmou a curta metragem "The Lady in Number 6".

 The Lady in Number 6 é um filme documentário de curta-metragem dirigido e escrito por Malcolm Clarke. Vencedor do Oscar 2014, relata a história de Alice Herz-Sommer, uma pianista que sofreu o Holocausto e morreu em 2014 com 110 anos

Podem ver aqui.

 

21 de março de 2016


No sábado foi noite de espectáculo. E que espectáculo!
Um assombro! Estas duas extraordinárias vozes,unidas
num concerto intimista e especial. Adorei! Apenas
uma nota negativa para o camarote de visibilidade
reduzida que comprámos porque  a visibilidade era mesmo nula.
Valeu pelo que se ouvia.



14 de março de 2016

Sabado à vela

 É tão bom partilhar bons momentos com amigos queridos. Um passeio maravilhoso seguido de um belo jantar. Que venham muitos mais, sempre em tão boa companhia. As coisas boas da vida são simples e infinitamente melhores quando partilhadas com quem gostamos.







19 de fevereiro de 2016

Lições de vida


A vida é curta. Quando damos por isso já passou e olhando para trás vemos que perdemos tempo desnecessariamente. Procuramos a liberdade e chateamo-nos por tudo e por nada, com coisas sem importância e nada disso faz sentido. Um dia, acordamos e percebemos que nada disso importa. Que o importante é sermos nós próprios. O importante é amarmo-nos e deixarmos de lado o medo, as inseguranças e as duvidas mais ou menos existenciais.
Procuramos no outro a felicidade que deve vir de dentro e esperamos que ela nos dê de forma mágica o que somos incapazes de ser e depois zangamo-nos quando isso não acontece. Temos de tentar crescer espiritualmente e alcançar a paz que procuramos. Temos de treinar a gratidão pelo que temos e somos em vez da lamúria pelo que desejamos. Temos de agir, fazer, pedir. Temos de tomar em mãos o nosso futuro. Temos de viver.


12 de fevereiro de 2016

As vantagens do sexo



Dependendo da duração e da intensidade da relação sexual, é possível perder entre 100 e 300 calorias em 30 minutos – o equivalente a 20 minutos de corrida.


11 de fevereiro de 2016

6 mitos sobre o stress



Toda a gente fala deste monstro da actualidade mas nem sempre com conhecimento de causa e há seis mitos muito comuns:
  • - O stress é igual para toda a gente -Totalmente falso. o que stress uma pessoa pode não stressar outra e cada um de nós responde ao stress de forma muito particular
  • O stress é sempre negativo - Pois, não é, um pouco de stress é até essencial a uma vida saudável
  • Há stress em todo o lado e não há nada que possamos fazer contra isso - Muito pelo contrário, podemos todos planear a nossa vida e condicionar a nossa forma de pensar para não sermos sobrecarregados. É importante estabelecer prioridades e resolver os pequenos problemas do dia a dia para que não ganhem grandes dimensões
  • As melhores técnicas para reduzir o stress são as mais populares - Não existem técnicas perfeitas e universais e as que estão na moda podem não ser as indicadas para nós. Temos de explorar diversas respostas e depois fixarmo-nos no que nos faz sentir bem.
  • Não há stress se não houver sintomas - A ausência de sintomas não significa ausência de stress. Podem estar camuflados com medicação, por exemplo, e quando se fizerem sentir pode ser já demasiado tarde
  • Só os sintomas de stress mais graves exigem tratamento - Este é um dos erros mais comuns e mais perigosos, desvalorizar sintomas menores como as dores de cabeça ou a acidez no estômago. Estes primeiros sintomas são chamadas de atenção para o facto de estarmos a gerir mal o stress e devem de alerta para mudarmos alguma coisa 


10 de fevereiro de 2016

Eu já...


Eu já tentei esquecer algumas pessoas, Mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer...
Eu já cai de bicicleta..
Eu já servi de consolação..
Eu já brinquei de barbie..
Eu já brinquei de carrinho..
Eu já chorei ao ver amigos partindo, mais depois descobri que logo chegam novos e que a vida é mesmo um ir e vir sem razão...
Eu já cortei meu cabelo mais do que queria..
Eu já chorei por alguém..
Eu já ri de de várias pessoas ...
Eu já viajei com meus amigos..
Eu já abracei com ódio..
Eu já fui estúpida..
Eu já tive cólicas..
Eu já inventei desculpas para faltar a um compromisso..
Eu já me molhei à chuva..
Eu já me zanguei com os meus pais ....
Eu já prometi e não cumpri..
Eu já chorei por um brinquedo..
Eu já sei o valor do que se perde..
Eu já perdi amigos por parvoíces..
Eu já me queimei na panela..
Eu já ri para não chorar..
Eu já me cortei..
Eu já ignorei..
Eu já me senti ignorada..
Eu já sei o que  é certo e o que não é ..
Eu já sei que nem sempre eu faço o certo..
Eu já peguei conchinhas na praia..
Eu já dormi chorando..
Eu já brinquei de ser feliz..
Eu já me fiz de vítima..
Eu já tive gripes de ficar de cama..
Eu já tive momentos secretos..
Eu já rolei na relva e na areia ..
Eu já comi demais por estar angustiada..
Eu já precisei de atenção..
Eu já condenei sem ter autoridade..
Eu já me chateei por telefone..
Eu já tentei ser o que eu não sou..
Eu já achei que tudo era para Sempre..
Mas descobri.. que o "Para Sempre".. SEMPRE acaba

4 de fevereiro de 2016

Lições de vida


Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz Interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer, para se aprender a viver...