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12 de março de 2018

Em busca da Serenidade




Domingo, passei a tarde com uma boa amiga que está, neste momento, a atravessar um período conturbado na vida, num trabalho desgastante que a consome e com uma relação amorosa desfeita. Encontrei-a, como é natural, com os nervos em franja. Gestão de stress é algo que de momento não é capaz e os efeitos nefastos do stress na saúde física e psíquica são já bem visíveis. Está uma pilha de nervos (em linguagem bem comum), sem paciência para nada e ninguém, sem energia ou motivação, desgastada, precocemente envelhecida, com um discurso pessimista, sem saída visível, e sem forças para continuar a lutar. E, pior, sem qualquer estratégia de coping para lidar com isso.

A tarde iniciou-se com uma torrente de queixas em ritmo acelerado. A sensação que tive foi que nem o discurso estava organizado quanto mais as emoções ou sequer as prioridades definidas. Só posso imaginar como aquela cabeça se encontra afundada num turbilhão de pensamentos e emoções. O ritmo dela é de mil à hora, sem tempo para nada, e as emoções desorganizadas, sem tempo e espaço para serem integradas, reflectem isso mesmo.

Recordei o passado recente e o desgaste físico e emocional que sentia e não pude deixar de sentir  compaixão.
Eu estive nesse buraco há uns bons pares de meses. O ano de 2017 foi um ano extremamente desgastante a todos os níveis. Foi um ano de mudanças. Todo o meu mundo foi abalado e houve decisões dolorosas que tiveram de ser tomadas. Mortes, doenças, inundações,  desemprego, frustrações várias, desilusões, amarguras diversas. Nessa altura também eu fui engolida por um tornado de emoções negativas e a tristeza, amargura, raiva e zanga entraram na minha vida e o desgaste foi inevitável.

Quando tive consciência do estado em que me encontrava, com paciência, amor e cuidado para comigo, pouco e pouco, permiti-me finalmente sentir tudo o que devia sentir e acabei a percorrer um caminho de aceitação da vida tal como ela é. Permiti-me por fim iniciar o luto da vida perdida. Aprendi a meditar, a cuidar de mim, mudei a alimentação, desacelerei e, passo a passo, noto que recupero a energia positiva e vital. Sou uma principiante neste novo caminho de aceitação e paz, mas com persistência e vontade lá chegarei. Feliz por estas descobertas e por me ter cruzado com pessoas fantásticas que me abriram os horizontes e me permitiram a recuperação procurei transmitir o pouco que sei à minha amiga na esperança de que também ela procure o caminho da Serenidade.


6 de março de 2018

9 de maio de 2016

Divórcio


Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.

De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?

Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.

Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.

Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.

A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?

É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”

Fonte: Citações Arnaldo Jabor


1 de maio de 2016

Obrigada filhotes



 No dia da mãe não me interessam as prendas caras. O que mais gosto é dos braços deles no meu pescoço, dos beijos mais demorados do que o habitual e daqueles mimos que não espero. Adoro também sempre que me escrevem uma linhas num qualquer postal ou na dedicatória de um livro comprado a pensar em mim. Gosto das  surpresas. Hoje tive direito a 3 abraços apertados, 3 beijos bem demorado e 1 fabuloso gelado de banana que era divinal. O almoço e o passeio junto ao rio com filhos e netos foi o essencial de um dia perfeito. Não é preciso muito para se ser feliz.




20 de abril de 2016

Inscrição feita - MEDO!


Já me inscrevi para O Sintra Mountain Magic Trail.  Acredito que vai ser uma prova e aventura inesquecível, mas estou apavorada. É a primeira vez que me aventuro num trail e não sei o que esperar nem se vou conseguir fazer o percurso previsto dentro do tempo. Estou curiosa para saber como vou gerir esta ansiedade.

A descrição feita pela organização (em baixo) deixa antever um percurso fabuloso com paisagens incríveis. Quem se junta?

http://www.sintramountainmagictrail.com/
Vais ter a oportunidade de percorrer locais mágicos e encantados que são património mundial da UNESCO

Por onde vais passar?
-Vais passar começar na Vila de Sintra, Palácio da Vila, Quinta da Regaleira, Vila Sasseti, jardins do Palácio da Pena, Cruz Alta, Barragem da Mula, Lagoa Azul, Pedra amarela, Peninha, Anta Adrenunes, Cabo da Roca, Falésias das praias mais a ocidente da Europa, Praia da Ursa, Praia da Adraga, Praia Grande, Convento Capuchos, Monserrate, etc, etc
Vais passar e descobrir trilhos deslumbrantes, bosques mágicos, jardins luxuriantes, castelos encantados. Nas praias atlânticas vais passar por grutas, por pegadas de dinossauros e por falésias....assim como outros locais inigualáveis.
Não temos os 3.000 de altitude, nem temos os cumes brancos de neve;
Mas temos o “0” de altitude (mar atlantico) onde tu vais percorrer desde a Vila de Sintra aos topos das montanhas com Castelos mágicos, passando pelo 0 mts de altitude da praia mais a ocidente da europa, percorrerás trilhos inesquecíveis, e voltarás à Vila de Sintra
Talvez o mais bonito e diversificado Trail do Mundo
Isto não vai ser apenas mais um Trail...mas sim uma possibilidade UNICA de uma aventura em Trilhos e lugares magicos

" Percorrendo a bruma dos magicos Trilhos desta Montanha,
ir da Vila de Sintra até ao Mar...e voltar"

Este vai ser o "Sintra Magic Mountain Trail"

Dia 29 de Maio

Percursos e Distancias aproximadas
Mini Trail / Caminhada 10/15 kms
Trail 20/25 kms
Ultra Trail 55 kms


11 de abril de 2016

Quem te ama



Quem te ama deve conseguir retirar o melhor de ti.
Quem te ama não concorda sempre contigo mas apoia-te e caminha a teu lado mesmo quando não comunga da mesma opinião.Quem te ama não te diz só coisas bonitas nem te elogia a toda a hora só porque sim. Quem te ama conhece  as tuas fragilidades e ama-te apesar delas. Quem te ama arrisca o desconhecido, luta contra preconceitos e constrói sonhos por ti, para ti e sempre contigo.
Quem te ama dá~te colo e um ombro para chorar mas não te deixa ficar no chão quando a vida te prega uma rasteira. Quem te ama consegue ser a força que te falta. Quem te ama espicaça-te, confia e acredita em ti e não te deixa ser menos do que és. Quem te ama grita, zanga-se e diz que não. Quem te ama chateia e não faz o que tu queres mas sim o que precisas.Quem te ama preenche o que te falta. Quem te ama vê a dor escondida  onde os outros vêm apenas o sorriso.

18 de fevereiro de 2016

Adictos ao namoro


Há pessoas que são verdadeiros adictos aos sentimentos de paixão que o namoro provoca. Quase toda a gente gosta de conhecer alguém, de flirtar, de se sentir desejado, mas existem outras razões que levam a que algumas pessoas sejam eternos Don Juan e que saltitem de uma relação para outra com enorme facilidade e leviandade. Explicamos isso como sendo uma adicção pela fase do namoro. O namoro é uma fase em que todo o organismo se encontra como que num estado de alerta geral, activo, com adrenalina e sensações intensas tanto a nível intelectual devido à atracção e idealização do outro, como a nível biológico e fisiológico. No entanto, estas sensações iniciais desencadeadas pelo estado de paixão e enamoramento vão diluindo-se com o passar do tempo e dão lugar a um estado mais sereno em que dominam os sentimentos de carinho, ternura, amor e empatia. Mas há pessoas que pensam que estar numa relação significa estar sempre aquele estado inicial de paixão, exacerbado e intenso e quando a intensidade diminui e o estado geral do organismo serena acreditam que a relação acabou e vão de novo à procura dessas sensações noutra pessoa. São na verdade adictos à adrenalina da paixão e desenvolvem verdadeiras incapacidades de se manterem numa relação séria.


17 de fevereiro de 2016

Toda a gente me conta tudo


Toda a gente me define como alguém de confiança, um bom amigo e bom ouvinte, que sabe escutar e a quem se pode recorrer em caso de necessidade e que dá bons conselhos quando é preciso. Sinto-me bem e orgulhoso com isso, mas às vezes é demais. Ninguém se interessa por mim ou pelos meus próprios problemas, ninguém me telefona e me pergunta se estou bem ou se preciso de alguma coisa, ninguém me dá espaço para desabafar. Sinto-me desgastado, sobrecarregado e usado por toda a gente. Que faço?
Esta foi a pergunta e o tema de uma sessão de terapia.
Ainda que alguém tenha características altruístas e seja de facto um bom ouvinte é necessário que a pessoa perceba que não tem de desempenhar esse papel de confidente sempre e com toda a gente. As relações, sejam elas de amizade, familiares ou amorosas, devem basear-se na reciprocidade e se tal não acontece, então, alguma coisa não está bem e deve ser alterada. No entanto, o problema não está nos outros mas na própria pessoa que para se sentir incluída na relação se deve incluir. Se só ouve e não partilha, se só escuta e não fala e, se ainda por cima se sente mal com isso, deve fazer algo para alterar a situação.


10 de julho de 2015

Só porque te AMO


Amar é abrir o coração
É entregar ao mundo uma vida
Acompanhar de perto e sorrir
Estender a mão,dar um abraço...
Mostrar que estamos perto
É simplesmente entender o outro
Saber ganhar e perder
Amar é libertar, deixar voar
Agarrar quando necessário
Amparar e acarinhar
Hoje dói-me o peito
Sinto um vazio
Por amar, rendo-me ao teu querer
Contrariada e magoada
Fico feliz por ti
Por te querer bem
Por amar, dou-te o meu consentimento
Deixo-te partir
Realizar um desejo
O teu sorriso é a minha alegria
A tua felicidade preenche o meu vazio
Por amar, estarei sempre a teu lado
Estejas certo ou errado
Tudo tem um sentido meu amor
Meu filho, porque estás feliz!
Estarei sempre de braços abertos
Por te amar, deixo-te sonhar!
Continuarei a ser o teu amparo.
Como vais acordar sem eu te chamar?
Vais tomar sempre o pequeno-almoço?
Vamos ter de nos habituar a menos mimos!
Por te amar, prometo sorrir!


22 de junho de 2015

As minhas pessoas


Da minha história fazem parte imensas pessoas e com todas elas aprendi algo, muitas vezes à custa de dor, é certo, mas foram todas grandes lições de vida. Há pessoas que estão comigo desde sempre, amparando-me, guiando-me e amando-me. Outras vieram e já partiram e deixaram saudade. Há as que apenas comigo se cruzaram, num tempo efémero mas intenso e que deixaram alegrias e sofrimento. A uns servi e por outros fui servida. A uns ensinei e de outros aprendi. Transmiti conceitos, pensamentos e emoções e recebi caminhos para desbravar. Andei sempre acompanhada mesmo quando a solidão apertou. Tive beijos e abraços e puxões de orelhas vários. Recebi palmadas e rejeições e fui traída e mal amada. O inverso também é verdade e tenho certeza que tratei quem comigo se cruzou com o mesmo amor e desapego com que fui tratada. Há pessoas que me marcaram e comigo permaneceram sempre e outras que já esqueci embora tenha interiorizado bem o que me quiseram ensinar. Umas vieram, outras partiram. Umas estão e nem sei bem como ou porquê e outras habitam estranhas existências paralelas. Neste mundo de inúmeras relações pessoais entrecruzadas o valor de cada um é imensurável  e a todos sou grata porque a eles devo tudo o que sou.


3 de maio de 2015

Ser mãe


Desde cedo que quis ser mãe, que essa condição me fascinou.
Nunca fui a típica menina que gosta de cor de rosa, lacinhos, penteados mais ou menos elaborados, saias aos folhos e pinturas nas unhas e nos olhos. Nunca sonhei com o dia que o meu príncipe me levaria ao altar num vestido branco, de véu e grinalda. Nunca sonhei com o casamento, mas sempre soube que queria ser mãe. E, desde que me lembro de pensar sobre as coisas da vida,. (sim, porque desde miúda que reflicto sobre isso... )  a única certeza que tinha é que seria mãe.
Sabia bem que tipo de mãe seria e, principalmente, o que nunca faria. Desde cedo que no meu íntimo sabia que nasci para ser mãe. Ter filhos foi o meu grande projecto de vida. Aquele em que mais me empenhei e pelo qual mais lutei. Fui mãe cedo para os padrões actuais. Aos 22 anos já tinha um coração fora do peito.
Ser mãe foi uma alegria imensa. Partilhar chão, curiosidades, saberes, noites, o toque da pele e o cheiro doce a mar que só um filho bebé tem. Ver e mais importante ainda, sentir um amor sem tamanho, admiração pelo acto de criar algo tão belo, tão único. tão perfeito. Ainda hoje, olhando para trás, consigo sentir o deslumbramento que é ter um filho. São momentos inesquecíveis. Um filho que mama e olha para nós com total entrega. Um ser frágil que de nós depende e para o qual passamos a viver sem limites. Uma curiosidade intensa e contínua que nos obriga a estar permanentemente alerta. Ser mãe foi uma descoberta, uma aprendizagem constante mas foi algo intrínseco em mim.
Não me lembro de ter tido grandes dificuldades em saber gerir os primeiros anos, as primeiras dores, febres e doenças, as primeiras aprendizagens. Era algo que fazia naturalmente, sem dúvidas, sem medos. Sempre soube bem o que queria e como queria fazer e o que não sabia aparecia quase como por geração espontânea. Senti-me sempre extremamente segura no pape de mãe e preparada para ele. Cada filho tem as suas características próprias e as exigências de um não são iguais às necessidades do outro e, como tive filhos, com idades bem diferentes, sempre exigiram de mim coisas e posturas distintas. Ser mãe continua a ser um desafio mas é fantástico.
Agora, outra etapa se avizinha e curiosamente para esta não me sinto tão preparada. Os pardalitos estão a deixar o ninho e a ansiedade da separação toma conta de mim. Sei que sofro por antecipação e que quando a hora chegar tudo vai estar já interiorizado, digerido e devidamente arrumado, mas até que o dia chegue inúmeras questões me passam pela cabeça e as dúvidas sobre a vida que os espera e a felicidade que conseguirão ou não construir assolam-me. É com expectativa que aguardo esse dia e por agora só sei que quero ser o porto de abrigo a que podem recorrer e voltar quando disso precisarem. Amo-os a todos com igual intensidade mas de formas tão diferentes. São todos especiais, cada um à sua maneira. São a minha vida.


22 de abril de 2015

Para ti



Neste dia especial quero agradecer tudo o que me ensinaste e ensinas, tudo o que de importante preciso para a vida. Não são lições de um dia, são palavras, pensamentos e acções. Sementes plantadas ao longo do tempo.
Ensinaste-me o código da linguagem sem palavras, só com a força do olhar. Ensinaste-me a pensar, a ponderar, questionar. Ensinaste-me o cheiro da terra molhada, o sabor de um fruto acabado de colher, dos grelos com chouriço e do cozido a portuguesa. Contigo compreendi o valor das nossas origens e o valor inestimável das amizades.

Ensinaste-me o conforto de um colo, o calor de um beijinho em cima de um dói-dói e o que é aquele friozinho na barriga quando se aproxima a hora de acontecer algo que desejamos muito, como o primeiro dia de escola, a véspera de Natal ou o dia em que nos programam um parto e quem sente as dores és tu. Contigo aprendi o valor de uma mão segura, do ombro amigo e da lágrima de emoção. Que a vida não acaba por causa de um mau corte de cabelo ou de uma gravidez inesperada, mas antes que começa em cada nova conquista de um filho.

Ensinaste-me que o amor se pratica todos os dias e não se adia. Que a infância é feita de memórias banais, de uma ida à praia ou à pesca, das aulas de natação e dos gelados do Baleizão, da liberdade imensa e das viagens de carro com muita cantoria, dos jogos do nosso sporting.

Que o dinheiro pode estar contado, mas deve haver algum que aparece não se sabe bem de onde, quando se quer muito um urso de peluche no natal. Que nos ombros das mães se consegue ter pé até mais longe no mar e que as brincadeiras nas ondas com um colchão são muito mais divertidas. Ensinaste-me que as fantasias de carnaval ou as festas mais bonitas não se compram, mas custam horas de sono e picadas de agulhas nos dedos.

Contigo aprendi que tudo é valido se houver dignidade na intenção, mas que tudo tem um preço. Que a vida custa. Que o sacrifício de horas e horas de trabalho pode ser o único meio de se proporcionar conforto à família. Mas que é importante não se esbanjar e ponderar sempre uma solução alternativa (ou duas!) pelo sim pelo não.

Que o amor cresce, cresce e nunca tem fim. Que é feito todos os dias e todas as noites, na presença de uma febre ou matacanha, mas que também existe na ausência. Que o importante é a preocupação sempre presente com a nossa felicidade, o nosso bem-estar e alegria. Em cada momento difícil, o teu silêncio e apoio são conforto. A agonia da dor compartilhada é minimizada nesse silêncio solidário, mas gritada demais nos gestos, no pão quente comprado e na gasolina que aparece como que por magia no depósito, mas também no olhar e no silencio de um abraço.

Ensinaste-me que liberdade pede responsabilidade. Que os pais são como os clientes e têm (quase) sempre razão. Contigo aprendi a ser fiel aos meus princípios, que o valor da honestidade, rectidão e justiça, são a minha maior herança.

Que temos que ser rijos e não podemos fraquejar. Que a auto comiseração não é solução e que se acreditarmos, podemos não ser capazes, mas ao menos tentámos. E que tentativa, erro e trabalho são a chave para se alcançarem os sonhos.

Ensinaste-me que dormir em conchinha é a coisa mais gostosa do mundo. E que o colo de mãe é como pastilha elástica, estica sempre em proporção ao tamanho de um filho, de mim. Que ser feliz está ao meu alcance, é só ajustar as premissas, os objectivos e manter o foco que a importância está nas coisas mais simples.

Ensinaste-me o valor da generosidade, do altruísmo, o gostar de ver os outros felizes porque, afinal, a felicidade é sempre em espelho. Que o melhor do Natal é a família e que o passado se deve honrar com bôla e pão-de-ló. Que os mortos só morrem se os matarmos em nós.

Ensinaste-me que não faz mal fazer 1000 km se um filho está infeliz e chama por nós.

Que o amor é um contrato sem termo, para a vida, sem férias nem folgas, uma jornada contínua, sem descanso, mas com a melhor retribuição do mundo. Que quando nos nasce um filho ele não é nosso, é de todos os que amamos, do Mundo e que ser avó deve ser (ainda) melhor que ser mãe.

Ensinaste-me que ninguém morre de amor. Que o amor não mata. Mas que se pode viver assim, alimentado para sempre, de um amor umbilical e vitalício.

Ainda bem que existes. Para me ensinares o bom que é viver, para me ensinares a ser mulher e mãe. Ainda há muito mais a aprender contigo. Ainda há muitos netos ansiosos pelo teu colo, teus beijos, teu amor e eu, eterna menina a precisar sempre de ti.




16 de abril de 2015

Amores dificeis


Quantas vezes se deparou com alguém que lhe diz, acerca de uma qualquer relação falhada, -"parecia tão boa pessoa, perfeito para mim" - e afinal essa perfeição vem-se a revelar um erro crasso? Penso que todos nós já nos cruzámos com pessoas com essa história e não percebemos como pode isso acontecer.

Quando se inicia uma relação, em vez de nos relacionarmos com a pessoa real o que acontece é iniciarmos uma relação com a fantasia que se faz dessa pessoa. A fantasia, como o próprio nome indica, é uma idealização. A pessoa ideal tem tudo o que inconscientemente desejamos (e muitas vezes nem sequer sabemos que queremos de forma consciente e racional), não tem defeitos, é a perfeição. Com o tempo, a realidade fica cada vez mais distante da fantasia e a coisa complica-se.
Temos também tendência para ignorar alguns sinais de alerta de que alguma coisa correrá mal no futuro, quando começamos a fantasiar, e lançamo-nos de cabeça em relações que nada de bom vão trazer.

Aqui estão as 10 principais questões às quais deve dar a sua atenção se quer evitar algumas más experiências.

1 - Dificuldades de comunicação - pessoas que têm dificuldade em falar e exprimir os seus sentimentos podem deixar o parceiro a lidar sozinhos com situações complicadas
2 - Irresponsabilidade, imaturidade e imprevisibilidade - Algumas pessoas têm dificuldades em lidar com as coisas básicas da vida, ter um emprego, poupanças, planear o futuro. Vivem apenas o presente e qualquer coisa que venha questionar essa postura é rapidamente afastada. São pessoas que ainda estão a crescer e não querem de momento assumir compromissos.
3 - Falta de confiança. Quando alguém não consegue ser honesto consigo ou com quem o rodeia não se pode esperar que venha a ser de confiança. Este tipo de comportamento pode não ser propositado ou feito com maldade, mas existe. Andar de mentira em mentira pode ser um hábito e viver com alguém assim é evidentemente muito stressante e perigoso.
4 - Se a sua família e amigos não gostam da escolha. Essas pessoas normalmente conhecem-no bem e saberão intuitivamente o que é ou não bom para si. Eesteja atento à opinião dessas pessoas porque têm uma perspectiva de fora e habitualmente mais clara.
5 - Atitudes controladoras - se o seu parceiro tiver atitudes no sentido de a afastar da família e amigos ou apenas controlar onde vai e com quem, limitando o seu mundo e tornando-se o seu centro, reaja e questiona essas atitudes. Às vezes pode mesmo chegar a exigir que escolha entre ele e alguém ou alguma coisa, como forma de exprimir o seu amor. Atenção que isso não é normal
6 - A relação está construída numa base da necessidade de ser necessário - pense bem no que o atrai, pode ser apenas o facto de ser gostado. Toda a gente gosta de ser gostada e isso pode levar a confundir sentimentos
7 - Comportamentos abusivos, físicos quer psicológicos - toda a violência é inaceitável. Qualquer comportamento fisicamente abusivo e todos  aqueles que a façam sentir rebaixada, humilhada, rejeitada, mal amada, são de evitar. A violência é normalmente uma escalada e não se deve esquecer/ perdoar nada, desde a "simples" estalada porque estava mal disposto ou qualquer outra desculpa igualmente esfarrapada. Quem faz uma vez, faz duas ou três, não se esqueça disso.
8 - Relações passadas mal resolvidas - são normalmente obstáculos a uma relação feliz. Tudo o que está no passado não pode nem deve ser renegado mas pode e deve ser arrumado e integrado na história de cada um sob pena de vir a contaminar o futuro
9 - Passado secreto ou negro - se mal resolvidos dão problemas, se são secretos tudo se complica ainda mais
10 - Sentimentos de insegurança - levam normalmente a situações de controlo abusivo, de ciúme, de desconfiança.

A intuição dá-nos muitas vezes sinais de alerta que nós ignoramos.Aprenda a ouvi-la porque ela está provavelmente certa e assim evitará algumas dores futuras.


19 de março de 2015

Dia do Pai


 
Pai não é coisa de um dia, são pensamentos, palavras e acções. Sementes plantadas ao longo do tempo. Estar presente mesmo ausente, sintonia perfeita, alma encontrando alma! Uma conexão espiritual. Apoio, carinho, Amor... Uma mão segura, um ombro amigo e lágrimas de pura emoção...
Amo-te.



6 de março de 2015

In love




Não sei que se passou com o meu coração
Que só sabe sentir esta grande paixão
Eu hoje só sei ver a luz do teu olhar
Só sei olhar para ti, viver para te amar

Tenho ciúmes das pedras que tu pisas
Do ar que respiras e até das fracas brisas
Tenho ciúmes do sol, da lua cheia
De tudo que te toca, da luz que te rodeia

Dos próprios sonhos que tu idealizas
Tenho ciúmes das pedras que tu pisas

Não sei que se passou desde que te vi
Só sei que o meu olhar só sabe olhar para ti
A minha vida é tua e o meu coração
Fugiu já do meu peito, está na tua mão


4 de março de 2015

A mulher perfeita


Nasrudin conversava com um amigo:

– Então, Mullah, nunca pensaste em casamento?

– Muito. – respondeu Nasrudin – Em minha juventude, resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, estive em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era bonita. Então resolvi ir até o Cairo, onde, finalmente, jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

– E por que não casaste com ela?

– Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito.

 (Paulo Coelho)


O problema deste cavalheiro era a demasiada idealização do objecto de amor. Não é errado ter uma ideia de quem se deseja para parceiro, fazer listas mais ou menos conscientes e elaboradas das características que se procura no outro, mas quando a idealização é extrema corre-se o risco de nunca ninguém ser suficientemente bom. 

A idealização, como o nome indica, é a busca do ideal, da perfeição, e é claro que perfeição não existe. A idealização mais não é do que atribuir aos objectos de apego (leia-se, as pessoas de quem gostamos) apenas características positivas e não conseguir ver para além disso. 

Toda a gente tem qualidades e defeitos e quando se ama, ama-se o todo e não apenas determinadas partes. O importante é aceitar o outro e procurar compreende-lo na globalidade. E achar que a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha leva a sentimentos de insatisfação e infelicidade permanentes. É importante que se lembrem do que vos fez apaixonar por determinada pessoa e não estar a olhar em volta à procura de algo melhor ou a saltar de relação em relação porque parece que a próxima é que é. Quando isso acontece, normalmente estamos perante pessoas inseguras e imaturas e quase sempre perante demasiada idealização.


20 de janeiro de 2015

Elogio ao Amor

Encontrei este texto, já antigo, e apeteceu-me partilhá-lo convosco porque nos faz reflectir sobre o assunto e é escrito por um notável autor.

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.” 
 Miguel Esteves Cardoso in Expresso



5 de janeiro de 2015

Amor é ...

 

... comprar uma lingerie preta e ousada para ti, no aniversário dele, para usufruírem em conjunto.

19 de novembro de 2014

Será que amamos de verdade?


"Há uma grande e fundamental diferença entre o amor e o apego, e creio que no mundo ainda sejam raras as pessoas que são realmente capazes de amar."

  • Jetsunma Tenzin Palmo foi educada em Londres, tornando-se budista durante a adolescência. Em 1964 , aos 20 anos de idade, decidiu ir para a Índia para prosseguir seu caminho espiritual. Foi das primeiras mulheres ocidentais a ser ordenada monja no Budismo Tibetano.
  • Em fevereiro de 2008, Sua Santidade Gyalwang Drukpa, o líder espiritual e autoridade máxima da Linhagem Drukpa , concedeu a Tenzin Palmo o raro título de Jetsunma, que significa “Venerável Mestra”, em reconhecimento de suas realizações espirituais como monja e de seus esforços em promover o status das praticantes femininas no Budismo Tibetano.