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22 de julho de 2016

Miguel no seu melhor # 5


Explicava ao Miguel o cuidado que é preciso ter com os  cabos que alimentam os diversos aparelhos electrónicos que usa, depois de ter comprado três num curto espaço de tempo:
- tens de procurar ter mais cuidado com os fios, não os podes arrancar da tomada à bruta
- eu tenho, mãe. aquela ficha tinha dois anos
- se tiveres cuidado eles duram uma vida
- a vida daquele era dois anos



Voltámos ao Torneio McDonald´s # 3

Este ano representámos a Espanha. Tínhamos uma claque vestida a rigor e até uma música para acompanhar. Usurpámos, sem qualquer pudor, "Y Viva España" e catámos afinados (not) até nos cansarmos. Divertimo-nos a valer!



 

4 de abril de 2016

Real bodies



Fomos finalmente ver a exposição Real Bodies que está na cordoaria nacional e só vos posso dizer que vale mesmo a pena. Não é propriamente barata mas é espectacular. Conhecer o corpo humano de forma tão pormenorizada e relembrar conhecimentos aprendidos há muito. O Miguel ficou fascinado e gostou das pequenas explicações que pedimos aos vários estudantes de medicina que por lá andam para nos ajudar. Se puderem não percam.


22 de janeiro de 2016

Kravmaga




O Miguel na aula de Krav Maga. Gosto mesmo desta aula. Acho que para além do beneficio físico tem uma componente psicológica que me agrada imenso. Fortalece os músculos, a concentração, a auto estima e dá uma confiança que me parece útil nos dias que correm e na sociedade em que vivemos. Estou muito feliz pela escolha feita.

KRAV MAGA quer dizer "Combate Próximo" em Hebraico. Esta modalidade desenvolve-se em duas vertentes distintas:
  • Auto-defesa, ensino de técnicas de defesa contra ataques com ou sem arma executados de várias posições.
  • Hand-To-Hand Combat, que constitui a fase mais avançada do KRAV MAGA. Nesta vertente são ensinadas formas que permitem neutralizar um oponente de forma rápida e eficaz destacando-se os aspectos tácticos e estratégicos da defesa e ataque, as combinações de ataque, a dimensão psicológica do combate… e desenvolvimento de competências que reforçam a capacidade de agir perante situações  de stress e violência eminente.  


11 de janeiro de 2016

As 3 certezas da vida


Ao intervalo, a perder por 2-0, comento desanimada:
- isto hoje está difícil, acho que vamos perder
- não digas isso mãe, há 3 coisas certas na vida
- então? - pergunto
- nascemos, morremos e o Slimani marca.

Que grande orgulho!
Foi tão bem ensinado este filho.

Miguel no seu melhor

 

Na visita a Alvalade e depois de comprarmos um cachecol verde e branco para ele, já na fila para entrarmos no estádio, digo:
- também vou comprar um para mim
- então compra
- quero que tenha preto.
- tens um lá em casa
- é demasiado pequeno
- podes comprar à saída
- à saída não quero, o jogo já acabou
- as mulheres são mesmo complicadas! - com um suspiro e abanando a cabeça

Percebeu em 12 anos o que muitos homens demoram uma vida e nunca entendem.
.



25 de maio de 2015

Voltámos ao Torneio da Mcdonald´s






Depois de um brilhante 2º lugar na edição do ano passado, este ano defendemos as cores da Austrália e temos um canguru mascote, feito pela avó Minéla. A claque está também mais organizada, com t-shirts impressas, cabeleiras, pinturas e buzinas várias e só esperamos que os nossos meninos se divirtam com mais esta aventura.

18 de maio de 2015

Miguel no seu melhor # 4


A Mónica fazia planos para mobilar a casa nova - uma estante para os livros que são imensos, armários para carradas de casacos e sapatos, a torradeira e microondas para o pequeno almoço, mais isto e aquilo, quando se ouve o Miguel que está aparentemente distraído - não achas que estás a pensar muito em ti? não vais viver sozinha".
Toma e embrulha.


7 de maio de 2015

Miguel no seu melhor # 3

 

Depois de uma ida ao supermercado especialmente atribulada, já com os nervos em franja e farta de tudo, com o pavio curto, descarreguei a neura sobre ele.
- Mãe, tem calma, tens de exercitar o teu auto controlo.
(É nestas alturas que percebo que algumas das conversas que temos são interiorizadas).


2 de maio de 2015

Miguel no seu melhor # 2


Depois de um almoço a dois em que falámos sobre a necessidade de reflectir sobre quem realmente somos, diz o Miguel.
- Mãe, se eu visse as coisas pelos teus olhos não via as mesmas coisas que tu.
- Porquê? - questionei, intrigada.
- Porque a minha cabeça gosta de coisas diferentes da tua e vai olhar para outros sítios.
- Pois!...


27 de fevereiro de 2015

Miguel

 

O caçula faz hoje anos. Onze. Mais de uma década! Parece mentira como o tempo passou a correr. Ainda ontem eras um bebé rechonchudo e chato como só tu. Nasceste com 4.750 Kg, e 54 cm, enorme, de olhos bem abertos e curiosos para o mundo. Não eras de todo o típico recém nascido quando nasceste, parecias maior, e mais consciente do mundo.

Acho que já antes referi que sou como as burras e faço gravidezes de 10 meses e por isso os piquenos têm de ser retirados, a bem ou a mal, quando se completam as 42 semanas e, mais uma vez, como aconteceu por altura dos outros partos, marcámos data.

No dia anterior, resolvi ir comprar uma roupa pequena, tamanho 0, para te vestir quando nascesses, para não ficares a boiar dentro do babygrow, como é costume. A previsão era que tivesses um peso médio, o que quer dizer mais ou menos 3,500 Kg e daí o tamanho 0. Fail! Eras enorme e quando chegou a hora de te vestir a tal primeira roupa não havia nada que te servisse. A enfermeira pedia uma roupa, experimentava e dizia "não dá, mãe". Outra tentativa e a mesma resposta" não dá, mãe" Terceira e quarta e nada. Conclusão, tiveste o privilégio de ter como primeira roupa uma linda bata do Hospital de Santa Maria, azul, com o logo do hospital impresso, a apertar atrás, que depois gamei para guardar como recordação.

A mala de roupa que levei para ti foi toda oferecida ao colega de quarto, o Rodrigo, que nasceu também nesse dia e que era um ratinho com menos de três quilos. Nova remessa de roupa foi pedida à avó que trouxe a que estava reservada para o mês seguinte. Havia romaria no hospital para ver o bebe grande. Era assim que eras carinhosamente tratado pelas enfermeiras e restante pessoal de serviço. Eras bonito, o mais bonito de todos!

Quando tivemos alta começou o tormento. Choravas, sem parar, durante 12-16 horas e nada te acalmava. Mamavas de duas em duas horas ou menos e esta rotina manteve-se por longos e penosos seis meses.
 Se tivesses sido o meu primeiro filho não teria tido coragem de ter mais nenhum. Foi uma verdadeira aventura, no mau sentido, claro. Sempre tinha olhado de lado aquelas mães que diziam que ter filhos era complicado, uma canseira e coiso e tal, que andavam de rastos e blá, blá ,blá. Pois, o karma é lixado. Tudo que duvidei que existisse de menos bom no nascimento de um filho aconteceu contigo.

Foste uma criança difícil desde sempre. Choravas que nem um desalmado, sem motivo nenhum. A empregada que tínhamos na altura, a Larissa, moldava, dizia "este menino tem um desconforto qualquer". Qual desconforto qual carapuça, o miúdo era chato mesmo. Se me contassem que havia crianças que choravam tanto e durante tantas horas seguidas eu não teria acreditado. Não gostavas de ninguém. Só eu ou o avô Rui te transmitiam alguma segurança. Se alguém olhava para ti na rua e te falava era um drama. Se eu tinha de te deixar por qualquer motivo, ficavas com febre até que eu aparecesse. Febres altas que não cediam nem com medicamentos nem com banhos nem com nada, apenas com a minha presença. Quando falei nisso ao pediatra ele disse que nunca tinha conhecido nenhuma criança tão pequena a fazer febres psicossomáticas, mas na verdade é que as fazias e não foi nem uma nem duas vezes, aconteciam sempre que te deixava. Não confiavas em ninguém a não ser mesmo na mãe e no avozinho querido.

As noites foram más até aos quatro ou cinco anos. Acordavas muitas vezes, choravas e chamavas acordando-me N vezes durante uma noite e não me deixando descansar convenientemente. Ainda hoje sonhas muito, falas e gritas e às vezes damos contigo levantado no meio do corredor. Rapidamente voltas para a cama quando mandamos e tenho a sensação que és até meio sonânbulo ou então ainda resquícios dos primeiros anos.

Foi contigo que percebi o que é o desespero de uma mãe. Tive de pedir ajuda muitas vezes. Pedir que te levassem para longe de mim porque eu não aguentava mais ouvir-te chorar e tinha medo de cometer uma loucura qualquer.
Foi uma primeira infância verdadeiramente de loucos. Já a gravidez tinha sido difícil. Cinco meses deitada com autorização para ir apenas à casa de banho e nada mais. O risco de aborto e parto foram constantes e as malditas contracções não nos largaram durante praticamente toda a gravidez.

O pediatra achava que esse inicio de vida complicado seria uma das causas para o teu desequilibro emocional nos primeiros tempos e eu acredito nisso, mas perceber o porquê é uma coisa e viver com a consequência outra totalmente diferente.

Continuas a ser o meu filho sensível, aquele que absorve as dores dos outros e do mundo e sofre com elas. Continuas a ser grande, comilão e atento ao mundo que te rodeia, mas hoje em dia és calmo e tranquilo e até nem és muito introvertido, gostas de ter amigos e não te importas de viver situações novas com desconhecidos. Gostas de brincar, como convém, mas não gostas lá muito de estudar o que é uma pena porque és esperto e podias ser melhor aluno se não fosses tão preguiçoso. Adoras jogar à bola e tens o sonho de ser futebolista mas não tens grande jeito para a coisa. O avô continua a ser uma pessoa importantíssima para ti mas, felizmente, conseguiste, entretanto, alargar o teu circulo intimo de confiança e és muito próximo dos manos. A Mónica é uma segunda mãe e o Bruno o herói e modelo que tentas imitar. Adoro vê-los  juntos porque têm uma cumplicidade muito vossa que me enche de orgulho. Também há discussões, amuos e guerras mas a relação é forte, de amor e protecção.
Tenho muito orgulho em ti e amo-te  de todo o coração. Sê feliz, meu filho!

15 de janeiro de 2015

Miguel de braço ao peito


O meu pardalito quebrou a asa, melhor dizendo, o pulso.
Imitando o Ronaldo, numa finta daquelas de pôr os olhos em bico a qualquer um, em disputado jogo de futsal entre colegas, escorrega sozinho e zás, pulso fracturado.

A mãe, desnaturada, cumpria o seu plano de treinos no ginásio, à hora de almoço como é hábito e, depois de suar as estopinhas e malhar a bem malhar, sai e olha para o telemovel: 2 chamadas de um número + 3 chamadas de outro + 2 de outro ainda - Oh pá, a coisa deve ser grave, anda todo o mundo à minha procura, penso.

Logo na primeira tentativa de contacto fico esclarecida, o pardalito está nas urgências, sozinho, assustado e com dores, sem mãe, de asa partida. O sentimento de culpa invade-me - Que raio de mãe vai para o ginásio e deixa a cria sozinha, sem protecção e conforto numa hora dessas? Que raio de mãe abandona assim um filho nas mãos de um desconhecido?

Meto-me no carro e acelero feita louca, numa fraca tentativa de fazer o relógio andar para trás e compensar o tempo perdido na passadeira. Corro para junto do piolho que está corajosamente sentado, junto de uma auxiliar do colégio, de braço pendurado ao peito, com uma gaze manhosa que se esfarrapa e suja tudo, à espera que o chamem para o raio-x. Cumprimento a Dona Tina e dispenso-a do seu papel de substituta. A partir daquele momento, assumiria o controlo da situação e não deixaria abandonado o meu herói que espera, estoicamente, sem lágrimas, o desenrolar da aventura.

Somos chamados para o raio-x, entramos e a enfermeira diz " a mãe tem de sair". Não, a mãe não tem de sair, a mãe fica." Mas é perigoso, mãe, estamos a falar de radiações e isto não custa nada, o Miguel fica bem". Bem sei, mas daqui não saio, nem arrastada. O pardalito precisa da mãe e tem direito à sua presença. Mantenho-me firme na decisão e a enfermeira, vendo, provavelmente no meu olhar ou tom de voz que a decisão é irrevogável, entrega-me a bata de chumbo que visto qual escudo protector contra as maléficas radiações. Se bem, que com avental ou sem ele, com chumbo ou sem ele, naquele momento nada me impediria de estar com a cria e de lhe dar o conforto possível.

A simples presença da mãe, um olhar, um piscar de olho, uma mão sobre o ombro, uma festa na cabeça, uma conversa parva para desanuviar o ambiente, são alguns dos recursos que uma mãe usa com aquele poder mágico que só as mães têm quando se trata de diminuir as dores de um filho.
Acredito mesmo que nessas horas, qualquer coisa de fantástico se apodera das mães e elas ganham, como que por magia, poderes sobre humanos.

E pronto, o resto da história já dá para adivinhar. Chamada ao médico, informação de que a fractura se confirma, gesso colocado com uma larachas pelo meio para diminuir a ansiedade e o medo, e vamos finalmente almoçar que bem merecemos.
O pardalito tem direito a tudo o que lhe apetece. Afinal, são 15.30  e ele não come desde ontem ao jantar. Maldita a hora que o miúdo não quer comer o pequeno almoço e só come a meio da manhã na escola. Maldita a hora que a mãe, desnaturada, o deixa sair de casa confiante que ele cumpre o que está combinado e come o lanche da manhã. Afinal, o jogo de futebol ao intervalo é coisa mais importante que a fome que eventualmente possa ter. Perder um ou dois minutos da bola, isso é que não pode ser.

Saídos, do hospital, passamos ainda pela escola para ir buscar as coisas dele, tratar das burocracias devidas mas, principalmente, tenho de ser honesta, para que ele possa receber a atenção e o carinho dos colegas e professores.

Entra na escola, qual herói desaparecido em combate e, como já tocou para a saída é imediatamente cercado por todos. Nota-se o ar agradado com que recebe toda aquela atenção e responde dezenas de vezes às mesmas perguntas.

Já em casa, o carinho dos colegas continua via facebook e sms, mas agora é hora de confronto com novas rotinas caseiras. Regresso no tempo cerca de 10 anos e volto a ter ao meu cuidado a cria para despir, vestir, ajudar a calçar, dar banho, vestir o pijama, cortar a comida...

O pardalito está no ninho, ao meu exclusivo cuidado e, permito-me, finalmente, descansar e relaxar. Está tudo controlado! - penso - está magoado, mas protegido; está com dores, mas aqui.
Nada como ter debaixo da nossa própria asa o nosso pardalito de asa partida.


19 de novembro de 2014

Anjinhos de Natal


Vou entregar hoje os embrulhos para o projecto Anjinhos de Natal e este ano o Miguel também já participa. É um projecto de solidariedade, desenvolvido pelo Exército de Salvação, que  através da ajuda de particulares e empresas permite aos pais (das famílias carenciadas) a possibilidade de oferecerem, no Natal, uma prenda aos filhos sem que eles saibam que a oferta veio de uma instituição. Não é uma ideia maravilhosa?



3 de novembro de 2014

O filme do fim de semana

Matiné de cinema com o Miguel com tudo incluído: pipocas, coca cola e jantar. Fomos ver as Tartarugas Ninja com a bela Megan Fox. É um filme bom para ver com crianças destas idades, tem aventura e suspense q.b. e prende a nossa atenção até ao fim. O Miguel adorou e eu também gostei. Cumpre o seu papel de entretenimento.
Reza a história que afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, têm que enfrentar o mal que habita cidade.

27 de outubro de 2014

Euforia

 

Já cá estão os bilhetes para o primeiro concerto à séria do Miguel, na era pós Noddy e Morangos com Açúcar. Está eufórico com o programa e ainda falta mais de um mês. Foi ele que os fotografou, diz que "é para lembrar depois". A escolha recaiu sobre Anselmo Ralph e anda já preocupado em aprender as letras para poder acompanhar tudo. É tão bom reviver estas emoções através dos filhos, não é?


19 de outubro de 2014

Pavilhão do Conhecimento


Bela visita ao Pavilhão do Conhecimento com o Miguel. Experimentámos e aprendemos montes de coisas. É um espaço didáctico, onde se aprende a brincar, com monitores atentos e disponíveis que ensinam e explicam os porquês. Se ainda não conhecem não podem perder, é um bom programa para fazer com as crianças e não só.









Tivemos direito a gelado ao lanche. Comi um delicioso gelado de iogurte com poucas calorias para não estragar o esforço feito. Muito bom!






16 de outubro de 2014

Miguel com muita sabedoria



Um destes dias o Miguel chorava inconsolável na cama antes de dormir. Abracei-o e embalei-o na tentativa de o consolar e deixei-o chorar um pouco antes de tentar perceber qual o motivo de tanta tristeza. Parecia que algo de grave se tinha passado tantos eram os soluços e a dificuldade de falar. Depois de acalmar saiu-se com esta pérola
- Oh mãe a vida não pode ser só isto...
- Isto o quê, Miguel?
- Isto... tenho de me deitar cedo... levantar cedo... ir para a escola... fazer os trabalhos de casa... ....estudar...  tu não achas que a vida não pode ser só isto?
 - ???

(Com este não há psicologia que me valha!)