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6 de março de 2018

20 de fevereiro de 2018

O Homem da minha vida



Era uma sexta feira, fomos a Loures e deste-me o fio num impulso. Ias comprar outro para ti. Algo tão simples e tão teu. Foi um momento do mais puro Amor. Depois, ... bem, ... depois, ... tudo acabou, ...apenas ficou a dor.

A tua ausência dói e a saudade aperta. São os sentidos sem sentido, não há cheiro, toque, olhar, abraço, não há nada. Nunca mais os teus conselhos. Nunca mais os caracóis, as cerejas ou os camarões. Nunca mais a música partilhada e as letras que teimavas em inventar. Nunca mais tanta coisa.
Nunca é demais.
É uma dor que aperta e sufoca.
É uma tristeza que se instala e turva a vida.
É um peso enorme no peito que angustia porque te sinto em tanta coisa e em tanto lado: as cerejas que não consegui comer este ano, o Sporting que persiste em fazer-nos sofrer, o frango no forno que temos para jantar, o fio que ponho quando te quero próximo, o pensamento em turbilhão, o sopro, o coração a bater no peito, as azeitonas pretas e pequeninas, o perfume que aguça a memória, a camisola que me abraça, o cachecol que ofereci, a foto, o amor, a saudade que dói, o carro, a casa que escolheste, o aperto no peito, a caixa que não abro, as canetas, a mão que sinto, o ser, o orgulho, a agressividade que quero controlar, o mar, os barcos, a moamba e o picante, o lugar à mesa que é teu, os pássaros que agora me chamam, o vento, os amigos que falam de ti, a mãe, a música que sei que ias gostar, os cadernos com aquela letra, as sardinhas, os caracóis, as férias, as goiabas que plantaste, o presunto, fevereiro que parece não ter fim, a fruta, o Natal. Tudo e tanto. Memórias que te mantêm comigo a todo o instante.

Este ano foi duro, muito duro e dar um sentido à dor não está a ser fácil.  Houve traições, (poucas), desapegos (alguns), pessoas próximas que se afastaram e pessoas boas, (muitas), que se revelaram. A Rujoca fechou e os incêndios queimaram a Terra. Parecia que a tua pegada se estava a apagar. Mas a tua pegada somos nós, e enquanto nós vivermos e recordarmos e sentirmos, tu estarás aqui.

Foste um Grande Homem e um avô babado, presente, atento, com valores, histórias e experiências. Acolheste os meus filhos. Primeiro, o Miguel, depois o Bruno. Orgulhavas-te da Mónica e adoptaste o Sta como neto. Foste farol, guia e alicerce e sei que podia contar sempre contigo, para tudo, em tudo. Nunca me falhaste. Deixaste em mim mais do que pensas e quando dizem que sou parecida contigo, isso enche-me de orgulho. Foste a minha referência de Pessoa e de Homem e saber que aprendi a lição é bom.

Ainda vou plantar a tal cerejeira em jeito de pequena homenagem porque recordar-te e seguir o que me ensinaste é a melhor forma de te lembrar.
Hoje a saudade transbordou.


16 de fevereiro de 2018

Zafu


Agora, sim, preparadíssima para muitas sessões de meditação neste lindo conjunto de Zafu e Zabuton, oferta dos filhotes neste aniversário. Eles sabem...


29 de janeiro de 2018

O modelo da Islândia que o resto do mundo ignora


Actualmente, a Islândia está no topo da tabela europeia no que diz respeito à percentagem de adolescentes com hábitos saudáveis. A percentagem de miúdos entre os 15 e os 16 anos que ficaram embriagados no mês anterior desceu a pique, de 42 por cento em 1998 para 5 por cento em 2016. Os que já experimentaram canábis passaram de 17 para 7 por cento. Os que fumam tabaco todos os dias passaram de 23 para apenas 3 por cento.

Conseguiram tudo isto porque alteraram a forma como enfrentaram o problema: em vez de campanhas sobre os malefícios do álcool, drogas e tabaco a que ninguém prestava atenção e não tinham qualquer efeito prático, resolveram investir em alternativas saudáveis. 


Percebendo que as pessoas estavam a ficar viciadas nas alterações químicas do cérebro, apostaram em desenvolver um movimento social em torno das ‘pedradas naturais’, da ideia de que é possível atingir esse estado alterado através da química cerebral de cada um, com alternativas saudáveis.


"As pessoas podem ficar viciadas em álcool, carros,dinheiro. sexo, calorias,cocaína - seja o que for". O objectivo focou-se na ideia de dependência comportamental


Em vez de se focarem no tratamento das dependências, ensinavam-lhes qualquer coisa que gostassem de aprender, música, dança, hip hop, artes marciais ou qualquer outro desporto. A ideia era que estas aulas diferentes podiam provocar alterações na química cerebral dos miúdos, e dar-lhes aquilo de que precisavam para estar melhor no mundo: alguns podiam estar à procura de maneiras de reduzir a ansiedade, outros de emoções fortes, mas todos procuravam essa  dependência da alteração química.


Mudaram as leis, proibindo a compra de tabaco a menores de 18 anos e álcool a menores de 20 e a publicidade ao tabaco e álcool foi proibida. A ligação escola-pais foi reforçada e tornou-se obrigatória a criação de associações de pais e os pais eram incentivados a ir a palestras sobre a importância de passar uma quantidade significativa de tempo com os filhos, mais do que “tempo de qualidade” esporádico, de falar com os filhos sobre as suas vidas, de saber quem eram os amigos dos filhos e de fazer com que eles passassem as noites em casa.


As associações de pais propuseram a criação de acordos que os pais deveriam assinar.  O conteúdo dos acordos variava de acordo com a faixa etária, e cada associação pode decidir o que é contemplado. Para os miúdos com mais de 13 anos, os pais podem comprometer-se a seguir todas as recomendações como, por exemplo, a não permitir que os filhos façam festas sem a supervisão de adultos, a não comprar bebidas alcoólicas a menores e a estar atentos ao bem-estar das outras crianças.


Estes acordos educam os próprios pais, mas também ajudam a fortalecer a sua autoridade em casa, defende Hrefna Sigurjónsdóttir, directora do Casa e Escola. “Assim torna-se difícil usar a desculpa mais velha do mundo: ‘Mas os outros pais deixam!'”


Os resultados estão à vista, entre 1997 e 2012, a percentagem de miúdos entre os 15 e os 16 anos que dizem passar todos ou quase todos os dias da semana com os pais duplicou – de 23 para 43 por cento – e a percentagem que participa em actividades desportivas organizadas pelo menos quatro vezes por semana aumentou de 24 para 42 por cento. Entretanto, o consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e cannabis nesta faixa etária desceu a pique.


Pode ler o artigo completo aqui







23 de janeiro de 2018

O tabaco, sempre o tabaco!



No último dia do ano passado, um familiar chegado deu entrada no hospital, vitima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Ficou internado no serviço de neurologia de um grande hospital público e a unidade onde ficou estava completamente lotada, todos, sem excepção, vitimas de AVC, com diferentes graus de mazelas: uns em coma, outros com dificuldades motoras graves, com um ou ambos os lados afectados, com braços e pernas paralisados, com dificuldade em comer e/ ou falar e com diversos danos cognitivos. Idades diversas, ambos os géneros e apenas um denominador comum - todos FUMADORES.

É incrível como todos sabemos dos malefícios do tabaco e mesmo assim continuamos a consumir este veneno, como se fossemos impunes aos seus nefastos efeitos, como se as coisas más só acontecessem aos outros. Infelizmente, não é assim, como bem descobriu o meu irmão.

Fico feliz por hoje em dia me assumir como ex fumadora. Foi uma decisão tomada há 3 anos, depois de algumas falsas tentativas, que me deixa mesmo muito feliz.




29 de julho de 2016

Co dependência




Ser co dependente é manter uma dependência emocional a uma ou mais pessoas.
 
Algumas características comuns aos co dependentes: 
São em geral pessoas de natureza passiva/agressiva,
Oriundos de famílias emocionalmente perturbadas,
Desde a infância quiseram consertar as coisas que estavam erradas na vida dos outros à sua volta,
Predisposição para se responsabilizarem e culpar por problemas,
A sua personalidade está enraizada na vergonha “tóxica” (auto-conceito negativo), não são merecedores de confiança e amor,
Perfeccionistas,
Dependentes do “amor”, do elogio e da aprovação do outro,
Acreditam que sabem melhor (controlo) e que aguentam mais (tolerância à dor) do que os outros em determinadas situações e crises dentro da relação
Mentem para si mesmos, iludindo-se, afirmando  "Amanhã, as coisas estão melhores..."
Duvidas sobre a felicidade no futuro ou se algum dia encontram o verdadeiro amor
Sentem dificuldades em se relacionar com pessoas (intimidade e compromisso), em se divertir e ser espontâneas,
Alteração bruscas do humor. Entre um tipo de atenção carinhosa para uma pessoa deprimida e/ou agressiva
Com o passar dos anos vão se sentindo cada vez mais infelizes, deprimidos, ansiosos e isolados. Culpam o mundo à sua volta.
Distúrbio alimentar (bulímia, anorexia e compulsão alimentar), stress e fatiga crónico, desenvolvem outro tipo de adicção drogas lícitas, incluindo o álcool e os tranquilizantes (benzodiazepinas), e/ou ilícitas, shoplifting - furto, shopaholics - compras.

Esta doença do comportamento de uma forma genérica está associada ao abuso/negligência infantil. A co dependência afecta o indivíduo em cinco vertentes:
1- Baixa auto-estima;
2- Estabelecer de limites saudáveis nos relacionamentos de intimidade;
3- Reconhecer e assumir sua própria realidade disfuncional (negação e ilusão);
4- Assumir a responsabilidade em gerir as suas necessidades adultas (atitudes, emoções e comportamentos);
5- Identificar e expressar suas emoções de forma moderada (ex. raiva, ressentimento, medo, culpa e vergonha).

Em algumas famílias co dependentes o desenvolvimento das crianças é afectado porque o sistema familiar (homeostase) é caótico.

Em Portugal existem os grupos ajuda mutua, como por ex. grupos para famílias de alcoólicos onde se discute e apoia os familiares e pessoas significativas designados de (Famílias Anónimas e Al-Anon ).
Tal como em todas as adições é importante identificar padrões de comportamentos potenciadores de sofrimento a médio e longo prazo. Em muitos casos, já não é possivel interromper esta escalada de crises sistematicas e progressivas com promessas irreais e novos alibis, é preciso consultar um profissional experiente ou alguém significativo que consiga apoiar no processo de mudança (confiança e esperança) de um novo modos de vida.

Não é a mudança que é difícil, mas a nossa resistência à mesma

 
BibliografiaBeattie,Mellody – Vencer a Co-dependencia. Publicações Sinais de Fogo 2005
Cermak,T.L.- Diagnostic criteria for Codependency- Journal Of Psychoatctive Drugs. 18(1):15-20, 1986,
citado por Mellody , Pia.- Facing Codependence, Harper & Row, Publishers, San Francisco ,1989.
Mellody , Pia.- Facing Codependence, Harper & Row, Publishers, San Francisco ,1989.


9 de maio de 2016

Divórcio


Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.

De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?

Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.

Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.

Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.

A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?

É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”

Fonte: Citações Arnaldo Jabor


1 de maio de 2016

Obrigada filhotes



 No dia da mãe não me interessam as prendas caras. O que mais gosto é dos braços deles no meu pescoço, dos beijos mais demorados do que o habitual e daqueles mimos que não espero. Adoro também sempre que me escrevem uma linhas num qualquer postal ou na dedicatória de um livro comprado a pensar em mim. Gosto das  surpresas. Hoje tive direito a 3 abraços apertados, 3 beijos bem demorado e 1 fabuloso gelado de banana que era divinal. O almoço e o passeio junto ao rio com filhos e netos foi o essencial de um dia perfeito. Não é preciso muito para se ser feliz.




22 de abril de 2016

Pai, de Fábio Jr

 É uma música linda que me emociona sempre que a oiço


Pai
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz....

Pai
Pode crer
Eu tô bem eu vou indo
Tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer...

Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você

Pai
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver

Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz





13 de abril de 2016

Viver uma relação à distância


Nestes tempo de crise em que acontece o aumento da emigração, muitos casais têm inevitavelmente que se adaptar a viver relações à distância.Como em tudo, nas relações também não há regras e cada casal saberá o que funciona melhor para si, mas deixo algumas dicas que podem ajudar:

Tenha confiança: um relacionamento à distância deve ser baseado, essencialmente, na confiança. Mostre-se segura e sem medos
Seja positiva: tente não se focar nos elementos negativos e veja a parte boa: dessa forma, você tem mais tempo para se dedicar aos seus interesses e hobbies, por exemplo.
Evite o ciúmes:  a distância não deve levar-vos a abandonar a vida social. Evite as perguntas intermináveis e as suspeitas constantes porque isso vai  minar a relação. Conheça os amigos e AMIGAS dele porque isso irá diminuir o ciúme.
Faça visitas:  devem planear visitas um ao outro, certificando-se de que ambos estão empenhados na relação
Partilhe o dia a dia: não é  preciso fazer relatórios detalhados mas é importante compartilhar as novidades.
Use e abuse da tecnologia: conversar por SMS e pela internet é uma forma de amenizar a saudade e não gasta muito
Evitem discussões: É difícil discutir por mensagem ou telefone e esclarecer pontos de vista. É fundamental não arranjar discussões parvas.
Dê-lhe atenção: Ás vezes a vontade de falar é tanta que não lhe dá espaço.Ouça-o! Ele também quer partilhar
Faça-lhe uma surpresa: Não deixe de fazer uma surpresa à pessoa que ama. Existem maneiras de surpreender o seu parceiro. Experimente fazer uma visita surpresa,ainda que curta. Vai com certeza fortalecer a vossa relação.
Façam planos: Planeiem a vossa vida em conjunto a médio e longo prazo. Isso irá lembrar-vos qual o objectivo da separação
Seja fiel: Um dos pontos mais importantes das relações à distância é a fidelidade. Transmita segurança ao seu parceiro
Verbalize as saudades: Exprima o que sente. Sabe bem saber que alguém espera por nós com desejo



    29 de março de 2016

    Carta aberta a alguém



    Qual não foi o meu espanto quando ontem vi uma linda carta que me é dirigida.
    Primeiro fiquei na dúvida. Isto não é para mim. Ela está a ser um pouco injusta e está a dar-me muito dos atributos que ela sabe que não me pertencem.
    O cheiro da terra molhada, os grelos com chouriço, o cozido à portuguesa partilhado pelos dois, o vosso Sporting e os treinos aos sábados, só vossos. O valor das origens  a que ele dá tanta importância, a voz era a dele, que cantava nas viagens, com vocês. As idas à pesca…

    Também é dele a  importância do muito trabalhar para nada faltar aos seus. Pois no seu entender ,bem ou mal,  o bem estar que as coisas materiais trazem, dão felicidade e ele quer muito essa felicidade para vocês. Ainda agora, quando eu lhe digo para desistir, ele tem medo de o fazer, e acredita, é só por vocês.

    Também foi ele que te ensinou que é importante não esbanjar e temos de ter sempre o nosso pé de meia para qualquer imprevisto que possa aparecer.

    Com ele aprendeste o valor da honestidade, rectidão e justiça, que como bem dizes são a tua maior herança.
    Também não esqueças as vezes que o seu abraço silencioso te apertou e o seu coração muito chorou com a tua infelicidade.Talvez ele não saiba, como eu, manifestar as suas emoções, mas acredita que ninguém te ama mais que ele (só mesmo eu).

    Um homem tem de ser rijo e não pode fraquejar. Um homem não chora. Foi assim ensinado desde miúdo. No trabalho tem de ser cumpridor, não falhar e ser o melhor, nem que para isso não tenha tempo para a família. Mas nada lhes pode faltar em  termos materiais. E foi isso que ele fez toda a vida.
    Sempre se preocupou muito com vocês, a fim de que pudessem caminhar sozinhos, mas tinha de ser à sua maneira..Ele acha que fez tudo bem e não se arrepende de nada..Tenho  muita pena que a vossa relação, da qual cheguei a ter ciúmes, tenha chegado a este ponto.

    Agora os outros elogios,  tantos e lindos, apesar do exagero, deixaram-me como sempre muito emocionada e muito feliz.Eu, como tão bem me conheces, só penso com o coração e sou muita emoção. Isso não quer dizer que goste mais. É só diferente
    O meu colo, continuará, tal pastilha elástica, a confortar qualquer um que dele precise. Adoro quando deitam nele uma cabeça que eu amo. Beijinhos com dói-dóis ou sem eles estou sempre pronta a dar muitos e muitos e não só em dia de anos.O frio na barriga e a lágrima no olho é mesmo muita emoção. Agora já sabes como é. Há momentos,que não conseguimos evitar. Mas quando o momento passa, é pura alegria.

    Os filhos, como já aprendeste, são a nossa felicidade.Como tu dizes, o amor cresce, cresce e nunca tem fim. E assim vai ser, como dizia a avó, até sermos velhinhas.

    O que é ser feliz?  Eu sempre respondo… É quando os meus filhos estão felizes. Agora também já acrescento. E os netos.

    Mas, em alguns momentos, percebemos a nossa  falha como pais e sabemos que nossos filhos foram afetados por ela. Já não me sinto tão culpada, pois sei que tenho dois filhos que são pessoas boas e generosas, que continuam a trabalhar e se esforçam para alcançar os seus objetivos sem ferir ou maltratar ninguém.
    Têm  uns corações com muito Amor e isso, eu sei que contribui, o que me deixa muito feliz.

    A ti não tenho mais nada para te ensinar como Mulher e como Mãe. Se o mérito é meu nalguma coisa, então fiz um grandioso trabalho. Tens nota máxima.
    Quando fores vovó, aí sim, podes aprender muito comigo. Vamos ver se lhe passa o tempo dos cães e chega o tempo dos bebés. Espero que não demore muito.Vais ver o que é gostoso.

    Agora, com a idade, cada vez mais, tenho a certeza,que a felicidade está  nas coisas banais, que o bom e o importante da vida, são mesmo os abraços, as conversas, a família à volta da mesa, os silêncios, os aniversários, os jogos, os beijos e principalmente os filhos e os netos.

    Adoro as tuas cartas. Depois de as ler, sinto, que afinal não estou neste mundo sem um sentido. Nasci para ter esta família linda, de filhos e netos e poder dar-lhes todo o meu Amor.
    É o Amor que nos une, que será para toda a vida e para além dela e o vosso sorriso é o melhor presente para mim.
    É muito importante isto que temos entre nós. Ainda bem que consegui transmitir-te tanta coisa a que eu dou tanto valor. Afinal pode-se dizer:
    Quem sai aos seus...



    25 de fevereiro de 2016

    No talho



    A miúda tem 3 anos, mais coisa menos coisa. Entramos no talho e pergunta:
    . O que é isto?
    - É carne - diz-lhe a mãe
    - O que é carne? 
    - São animais
     Olha, olha e pergunta preocupada:
    - Porque não se mexem?
    - Porque estão mortos - responde-lhe a mãe.
    ...
     Dois meses depois continua sem comer carne porque não quer comer animais mortos.
    Pois!


    10 de julho de 2015

    Só porque te AMO


    Amar é abrir o coração
    É entregar ao mundo uma vida
    Acompanhar de perto e sorrir
    Estender a mão,dar um abraço...
    Mostrar que estamos perto
    É simplesmente entender o outro
    Saber ganhar e perder
    Amar é libertar, deixar voar
    Agarrar quando necessário
    Amparar e acarinhar
    Hoje dói-me o peito
    Sinto um vazio
    Por amar, rendo-me ao teu querer
    Contrariada e magoada
    Fico feliz por ti
    Por te querer bem
    Por amar, dou-te o meu consentimento
    Deixo-te partir
    Realizar um desejo
    O teu sorriso é a minha alegria
    A tua felicidade preenche o meu vazio
    Por amar, estarei sempre a teu lado
    Estejas certo ou errado
    Tudo tem um sentido meu amor
    Meu filho, porque estás feliz!
    Estarei sempre de braços abertos
    Por te amar, deixo-te sonhar!
    Continuarei a ser o teu amparo.
    Como vais acordar sem eu te chamar?
    Vais tomar sempre o pequeno-almoço?
    Vamos ter de nos habituar a menos mimos!
    Por te amar, prometo sorrir!


    Síndrome do Ninho Vazio


    A Síndrome do Ninho Vazio é definida, em linhas gerais, como o sofrimento devido à perda do papel e da função dos pais pela saída dos filhos de casa. Normalmente são acompanhadas de alguns sintomas: sentimento de solidão, desamparo, isolamento e tristeza. Não se deve ver esta sintomatologia como doença ou transtorno, deve antes ser entendida como um quadro comum e característico deste período.
     Normalmente os sintomas envolvidos nesta síndrome são pontuais, ou seja, deixam de se manifestar aos poucos e isso ocorre quando se estabelece uma nova rotina familiar. É claro que é preciso atenção à extensão destes sintomas e, caso se prolonguem excessivamente e tragam prejuízos para a vida social e familiar, é preciso procurar apoio.

    Alguns factores podem ser agravantes na Síndrome do Ninho Vazio, por exemplo, quando o afastamento dos filhos coincide com o período de menopausa da mãe, que por si só já causa alterações hormonais e emocionais que podem afectar o humor. Ou quando ocorrem em simultâneo com outras situações de perda ou de mudanças significativas.

    Outro factor a ter em conta é a personalidade ou mesmo as vivências de cada indivíduo. A sua maneira de experimentar e lidar com a separação ou com as mudanças de rotina podem ser facilitadoras ou, por outro lado, dificultar a separação. É também importante perceber quais os motivos que levaram à separação e a maneira como esta separação ocorreu, pensando que além dos motivos mais banais, como início de faculdade, casamento, ou outros, também pode ocorrer por morte ou discussão, o que pode tornar o processo ainda mais doloroso.

    Para o casal, esta fase de mudança de casa dos filhos pode ser uma verdadeira prova de fogo ao relacionamento. Uma relação positiva ajudará a superar melhor e mais depressa a situação enquanto que uma relação mais conflituosa e pouco consistente será um obstáculo a mais a ter em conta.
    A segunda situação ocorre porque alguns casais, depois de terem filhos e ao longo dos anos, “desaprendem” de conviver sozinhos, ou seja, apenas na companhia um do outro, diminuindo a comunicação entre si e voltando todas as atenções apenas para a criação dos filhos e manutenção do lar. Assim, quando os filhos se mudam, o casal precisa reaprender a conviver de forma quase instantânea, sendo mais uma situação nova para lidar que agrava ainda mais a ansiedade da separação.

    Uma boa dica então é não deixar a comunicação do casal arrefecer, mesmo quando os filhos ainda são pequenos, pois assim o exercício da convivência será mais natural e fácil de ser mantido mesmo após anos e também após mudanças importantes na rotina. Invista sempre na relação com seu parceiro, independente de os filhos já terem saído de casa ou não: reservem um dia na semana para um programa a dois, façam coisas que ambos gostem, prestem atenção às necessidades do outro, cuidem de seu visual.

    Outras dicas para lidar com a Síndrome do Ninho Vazio:
    • Executar antigos projectos, coisas que você gostaria de ter mais tempo para fazer e antes não conseguia, exactamente para se sentir útil em outras actividades e não focar apenas na perda da função materna ou paterna. Acima de tudo, estes novos projectos devem trazer prazer. Faça uma lista de tudo o que deseja realizar e se dedique a isso.
    • Atenção com o cuidado pessoal, como práticas de exercícios físicos, alimentação equilibrada e cuidados estéticos. Todos estes hábitos contribuem não só para a saúde do corpo, mas também da mente, auxiliando no equilíbrio emocional.
    • Adoptar um bichinho de estimação pode ser uma boa ideia, já que eles são óptimas companhias e exigem cuidados.
    • Cuide da relação com seus filhos, estimulando a independência e mostrando que você apoia esta nova fase que eles estão vivendo. Procure evitar ligações ou visitas excessivas, o que pode soar como invasão de privacidade e falta de confiança nas escolhas que eles fazem agora sozinhos. Diminua as cobranças e os temidos “sermões” e estimule agora a amizade entre vocês.
    Veja a mudança dos filhos como algo positivo, um momento em que eles terão a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprenderam em casa. Confie e apoie as escolhas deles.

    3 de maio de 2015

    Ser mãe


    Desde cedo que quis ser mãe, que essa condição me fascinou.
    Nunca fui a típica menina que gosta de cor de rosa, lacinhos, penteados mais ou menos elaborados, saias aos folhos e pinturas nas unhas e nos olhos. Nunca sonhei com o dia que o meu príncipe me levaria ao altar num vestido branco, de véu e grinalda. Nunca sonhei com o casamento, mas sempre soube que queria ser mãe. E, desde que me lembro de pensar sobre as coisas da vida,. (sim, porque desde miúda que reflicto sobre isso... )  a única certeza que tinha é que seria mãe.
    Sabia bem que tipo de mãe seria e, principalmente, o que nunca faria. Desde cedo que no meu íntimo sabia que nasci para ser mãe. Ter filhos foi o meu grande projecto de vida. Aquele em que mais me empenhei e pelo qual mais lutei. Fui mãe cedo para os padrões actuais. Aos 22 anos já tinha um coração fora do peito.
    Ser mãe foi uma alegria imensa. Partilhar chão, curiosidades, saberes, noites, o toque da pele e o cheiro doce a mar que só um filho bebé tem. Ver e mais importante ainda, sentir um amor sem tamanho, admiração pelo acto de criar algo tão belo, tão único. tão perfeito. Ainda hoje, olhando para trás, consigo sentir o deslumbramento que é ter um filho. São momentos inesquecíveis. Um filho que mama e olha para nós com total entrega. Um ser frágil que de nós depende e para o qual passamos a viver sem limites. Uma curiosidade intensa e contínua que nos obriga a estar permanentemente alerta. Ser mãe foi uma descoberta, uma aprendizagem constante mas foi algo intrínseco em mim.
    Não me lembro de ter tido grandes dificuldades em saber gerir os primeiros anos, as primeiras dores, febres e doenças, as primeiras aprendizagens. Era algo que fazia naturalmente, sem dúvidas, sem medos. Sempre soube bem o que queria e como queria fazer e o que não sabia aparecia quase como por geração espontânea. Senti-me sempre extremamente segura no pape de mãe e preparada para ele. Cada filho tem as suas características próprias e as exigências de um não são iguais às necessidades do outro e, como tive filhos, com idades bem diferentes, sempre exigiram de mim coisas e posturas distintas. Ser mãe continua a ser um desafio mas é fantástico.
    Agora, outra etapa se avizinha e curiosamente para esta não me sinto tão preparada. Os pardalitos estão a deixar o ninho e a ansiedade da separação toma conta de mim. Sei que sofro por antecipação e que quando a hora chegar tudo vai estar já interiorizado, digerido e devidamente arrumado, mas até que o dia chegue inúmeras questões me passam pela cabeça e as dúvidas sobre a vida que os espera e a felicidade que conseguirão ou não construir assolam-me. É com expectativa que aguardo esse dia e por agora só sei que quero ser o porto de abrigo a que podem recorrer e voltar quando disso precisarem. Amo-os a todos com igual intensidade mas de formas tão diferentes. São todos especiais, cada um à sua maneira. São a minha vida.


    22 de abril de 2015

    Para ti



    Neste dia especial quero agradecer tudo o que me ensinaste e ensinas, tudo o que de importante preciso para a vida. Não são lições de um dia, são palavras, pensamentos e acções. Sementes plantadas ao longo do tempo.
    Ensinaste-me o código da linguagem sem palavras, só com a força do olhar. Ensinaste-me a pensar, a ponderar, questionar. Ensinaste-me o cheiro da terra molhada, o sabor de um fruto acabado de colher, dos grelos com chouriço e do cozido a portuguesa. Contigo compreendi o valor das nossas origens e o valor inestimável das amizades.

    Ensinaste-me o conforto de um colo, o calor de um beijinho em cima de um dói-dói e o que é aquele friozinho na barriga quando se aproxima a hora de acontecer algo que desejamos muito, como o primeiro dia de escola, a véspera de Natal ou o dia em que nos programam um parto e quem sente as dores és tu. Contigo aprendi o valor de uma mão segura, do ombro amigo e da lágrima de emoção. Que a vida não acaba por causa de um mau corte de cabelo ou de uma gravidez inesperada, mas antes que começa em cada nova conquista de um filho.

    Ensinaste-me que o amor se pratica todos os dias e não se adia. Que a infância é feita de memórias banais, de uma ida à praia ou à pesca, das aulas de natação e dos gelados do Baleizão, da liberdade imensa e das viagens de carro com muita cantoria, dos jogos do nosso sporting.

    Que o dinheiro pode estar contado, mas deve haver algum que aparece não se sabe bem de onde, quando se quer muito um urso de peluche no natal. Que nos ombros das mães se consegue ter pé até mais longe no mar e que as brincadeiras nas ondas com um colchão são muito mais divertidas. Ensinaste-me que as fantasias de carnaval ou as festas mais bonitas não se compram, mas custam horas de sono e picadas de agulhas nos dedos.

    Contigo aprendi que tudo é valido se houver dignidade na intenção, mas que tudo tem um preço. Que a vida custa. Que o sacrifício de horas e horas de trabalho pode ser o único meio de se proporcionar conforto à família. Mas que é importante não se esbanjar e ponderar sempre uma solução alternativa (ou duas!) pelo sim pelo não.

    Que o amor cresce, cresce e nunca tem fim. Que é feito todos os dias e todas as noites, na presença de uma febre ou matacanha, mas que também existe na ausência. Que o importante é a preocupação sempre presente com a nossa felicidade, o nosso bem-estar e alegria. Em cada momento difícil, o teu silêncio e apoio são conforto. A agonia da dor compartilhada é minimizada nesse silêncio solidário, mas gritada demais nos gestos, no pão quente comprado e na gasolina que aparece como que por magia no depósito, mas também no olhar e no silencio de um abraço.

    Ensinaste-me que liberdade pede responsabilidade. Que os pais são como os clientes e têm (quase) sempre razão. Contigo aprendi a ser fiel aos meus princípios, que o valor da honestidade, rectidão e justiça, são a minha maior herança.

    Que temos que ser rijos e não podemos fraquejar. Que a auto comiseração não é solução e que se acreditarmos, podemos não ser capazes, mas ao menos tentámos. E que tentativa, erro e trabalho são a chave para se alcançarem os sonhos.

    Ensinaste-me que dormir em conchinha é a coisa mais gostosa do mundo. E que o colo de mãe é como pastilha elástica, estica sempre em proporção ao tamanho de um filho, de mim. Que ser feliz está ao meu alcance, é só ajustar as premissas, os objectivos e manter o foco que a importância está nas coisas mais simples.

    Ensinaste-me o valor da generosidade, do altruísmo, o gostar de ver os outros felizes porque, afinal, a felicidade é sempre em espelho. Que o melhor do Natal é a família e que o passado se deve honrar com bôla e pão-de-ló. Que os mortos só morrem se os matarmos em nós.

    Ensinaste-me que não faz mal fazer 1000 km se um filho está infeliz e chama por nós.

    Que o amor é um contrato sem termo, para a vida, sem férias nem folgas, uma jornada contínua, sem descanso, mas com a melhor retribuição do mundo. Que quando nos nasce um filho ele não é nosso, é de todos os que amamos, do Mundo e que ser avó deve ser (ainda) melhor que ser mãe.

    Ensinaste-me que ninguém morre de amor. Que o amor não mata. Mas que se pode viver assim, alimentado para sempre, de um amor umbilical e vitalício.

    Ainda bem que existes. Para me ensinares o bom que é viver, para me ensinares a ser mulher e mãe. Ainda há muito mais a aprender contigo. Ainda há muitos netos ansiosos pelo teu colo, teus beijos, teu amor e eu, eterna menina a precisar sempre de ti.




    10 de abril de 2015

    A importância da rede social de suporte

     

    Julianne Holt-Lunstad, publicou um estudo, já há meia dúzia de anos, onde defendia que a quantidade e qualidade das relações interpessoais seriam um factor de risco ou de protecção na qualidade de vida das populações. Nesse estudo, a autora concluiu que a fraca rede social existente ou a sua ausência aumentaria o risco de morte, num valor comparável à mortalidade dos fumadores, obesos ou alcoólicos.

    Com o aumento das interacções virtuais em detrimento das reais e com o cada vez maior isolamento dos nosso idosos, este é um factor que deviria ser tido em conta por todos nós. A juventude está a habituar-se a viver isolada frente a um écran e mais grave ainda a achar que isso é normal e saudável e daqui a uns anos vamos ter o retorno negativo desse mau comportamento. Todos sabemos como é importante o afecto, a partilha de problemas e soluções, a proximidade, o saber que podemos contar com A ou B numa aflição. Intuímos tudo isso, até por experiência própria, mas em termos de sociedade intervimos muito pouco. Se calhar está na hora de darmos a este assunto a relevância que ele merece.