Mostrar mensagens com a etiqueta Casal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Casal. Mostrar todas as mensagens

29 de julho de 2016

Co dependência




Ser co dependente é manter uma dependência emocional a uma ou mais pessoas.
 
Algumas características comuns aos co dependentes: 
São em geral pessoas de natureza passiva/agressiva,
Oriundos de famílias emocionalmente perturbadas,
Desde a infância quiseram consertar as coisas que estavam erradas na vida dos outros à sua volta,
Predisposição para se responsabilizarem e culpar por problemas,
A sua personalidade está enraizada na vergonha “tóxica” (auto-conceito negativo), não são merecedores de confiança e amor,
Perfeccionistas,
Dependentes do “amor”, do elogio e da aprovação do outro,
Acreditam que sabem melhor (controlo) e que aguentam mais (tolerância à dor) do que os outros em determinadas situações e crises dentro da relação
Mentem para si mesmos, iludindo-se, afirmando  "Amanhã, as coisas estão melhores..."
Duvidas sobre a felicidade no futuro ou se algum dia encontram o verdadeiro amor
Sentem dificuldades em se relacionar com pessoas (intimidade e compromisso), em se divertir e ser espontâneas,
Alteração bruscas do humor. Entre um tipo de atenção carinhosa para uma pessoa deprimida e/ou agressiva
Com o passar dos anos vão se sentindo cada vez mais infelizes, deprimidos, ansiosos e isolados. Culpam o mundo à sua volta.
Distúrbio alimentar (bulímia, anorexia e compulsão alimentar), stress e fatiga crónico, desenvolvem outro tipo de adicção drogas lícitas, incluindo o álcool e os tranquilizantes (benzodiazepinas), e/ou ilícitas, shoplifting - furto, shopaholics - compras.

Esta doença do comportamento de uma forma genérica está associada ao abuso/negligência infantil. A co dependência afecta o indivíduo em cinco vertentes:
1- Baixa auto-estima;
2- Estabelecer de limites saudáveis nos relacionamentos de intimidade;
3- Reconhecer e assumir sua própria realidade disfuncional (negação e ilusão);
4- Assumir a responsabilidade em gerir as suas necessidades adultas (atitudes, emoções e comportamentos);
5- Identificar e expressar suas emoções de forma moderada (ex. raiva, ressentimento, medo, culpa e vergonha).

Em algumas famílias co dependentes o desenvolvimento das crianças é afectado porque o sistema familiar (homeostase) é caótico.

Em Portugal existem os grupos ajuda mutua, como por ex. grupos para famílias de alcoólicos onde se discute e apoia os familiares e pessoas significativas designados de (Famílias Anónimas e Al-Anon ).
Tal como em todas as adições é importante identificar padrões de comportamentos potenciadores de sofrimento a médio e longo prazo. Em muitos casos, já não é possivel interromper esta escalada de crises sistematicas e progressivas com promessas irreais e novos alibis, é preciso consultar um profissional experiente ou alguém significativo que consiga apoiar no processo de mudança (confiança e esperança) de um novo modos de vida.

Não é a mudança que é difícil, mas a nossa resistência à mesma

 
BibliografiaBeattie,Mellody – Vencer a Co-dependencia. Publicações Sinais de Fogo 2005
Cermak,T.L.- Diagnostic criteria for Codependency- Journal Of Psychoatctive Drugs. 18(1):15-20, 1986,
citado por Mellody , Pia.- Facing Codependence, Harper & Row, Publishers, San Francisco ,1989.
Mellody , Pia.- Facing Codependence, Harper & Row, Publishers, San Francisco ,1989.


13 de abril de 2016

Viver uma relação à distância


Nestes tempo de crise em que acontece o aumento da emigração, muitos casais têm inevitavelmente que se adaptar a viver relações à distância.Como em tudo, nas relações também não há regras e cada casal saberá o que funciona melhor para si, mas deixo algumas dicas que podem ajudar:

Tenha confiança: um relacionamento à distância deve ser baseado, essencialmente, na confiança. Mostre-se segura e sem medos
Seja positiva: tente não se focar nos elementos negativos e veja a parte boa: dessa forma, você tem mais tempo para se dedicar aos seus interesses e hobbies, por exemplo.
Evite o ciúmes:  a distância não deve levar-vos a abandonar a vida social. Evite as perguntas intermináveis e as suspeitas constantes porque isso vai  minar a relação. Conheça os amigos e AMIGAS dele porque isso irá diminuir o ciúme.
Faça visitas:  devem planear visitas um ao outro, certificando-se de que ambos estão empenhados na relação
Partilhe o dia a dia: não é  preciso fazer relatórios detalhados mas é importante compartilhar as novidades.
Use e abuse da tecnologia: conversar por SMS e pela internet é uma forma de amenizar a saudade e não gasta muito
Evitem discussões: É difícil discutir por mensagem ou telefone e esclarecer pontos de vista. É fundamental não arranjar discussões parvas.
Dê-lhe atenção: Ás vezes a vontade de falar é tanta que não lhe dá espaço.Ouça-o! Ele também quer partilhar
Faça-lhe uma surpresa: Não deixe de fazer uma surpresa à pessoa que ama. Existem maneiras de surpreender o seu parceiro. Experimente fazer uma visita surpresa,ainda que curta. Vai com certeza fortalecer a vossa relação.
Façam planos: Planeiem a vossa vida em conjunto a médio e longo prazo. Isso irá lembrar-vos qual o objectivo da separação
Seja fiel: Um dos pontos mais importantes das relações à distância é a fidelidade. Transmita segurança ao seu parceiro
Verbalize as saudades: Exprima o que sente. Sabe bem saber que alguém espera por nós com desejo



    20 de outubro de 2015

    Reconstruir a relação


    Como recuperar um casamento desgastado pela rotina em que um dos parceiros ou ambos se sente física e emocionalmente distante?
    Como saber se uma relação terminou?
    Em terapia aparecem casais que querem respostas rápidas a estas duas questões. Bem, meus amigos, como em muitas outras questões, a resposta é mais complexa do que pode parecer à primeira vista mas há algumas orientações, (meras orientações!), que vos posso deixar porque o importante é procurarem ajuda nesse processo quando decidem que o que querem é de facto reconstruir a relação.

     Toda a relação passa por períodos de crise e desejar que tal não aconteça é totalmente utópico. De repente, os elementos de um casal vêm-se em lugares opostos de um campo de batalha, cada um implicando cada vez mais com o outro. Podem chegar a tal ponto em que as características que antes eram engraçadas, actualmente são detestáveis e fonte de afastamento. Tudo o que o outro diz ou faz é de certeza para me irritar. o barulho à noite, na cama, é só para me atingir; o tom de voz que se altera e se torna mais acalorado é sentido como agressividade, o afastamento e o silêncio são desinteresse e conformismo; Tudo parece ser fonte de conflito e as pessoas ficam sem saber que fazer para sair de um ciclo vicioso que as controla e de repente os parceiros viram adversários e tudo, mesmo as coisas que não têm a mínima importância, são valorizadas e o confronto e as hostilidades permanentes.

    Temos guerra e rebentam na relação misseis e torpedos. O casal não dá tréguas e o conflito agudiza-se. Soam tiros, não há cessar fogo e a arma de destruição maciça está prestes a ser utilizada por uma das partes para acabar de vez com o conflito. Se o casal não parar, não agir a tempo, se deixar que os combates prossigam, se continuar o ataque, provavelmente não sobreviverá.

    Acredito convictamente que há sempre espaço para a reconstrução desde que ambos o desejem e se empenhem nesse objectivo. Com mais ou menos ajuda externa tudo é possível. Não é possível fazer com que uma pessoa ame outra, mas é possível ajudar a implementar algumas mudanças para ajudar a reconstrução, quando é isso que desejam.

    No fundo, parece que tudo se baseia em 4 factores:
    Amor
    Respeito
    Comunicação
    Perdão

    Foquem a vossa atenção no parceiro e na relação e procurem reforçar cada um dos quatros pilares anteriores através da recordação dos momentos iniciais de paixão e namoro, da lembrança das caracteristicas que vos fizeram apaixonar por aquela pessoa, da compreensão pelos medos e inseguranças do outro, da atenção aos seus valores e atitudes, do reforço da comunicação e, se calhar o mais importante de todos nesta fase, cultivar o perdão. Apenas com uma atitude conciliatória de não critica, não agressão e perdão é possível progredir.



    8 de junho de 2015

    Falta de comunicação


    Uma das queixas mais frequentes em consultório, principalmente por parte das mulheres, é que não conseguem fazer com que os companheiros falem com elas, se abram, para além de simples monossílabos, em resposta a perguntas feitas.

    Pesquisas indicam que quem inicia frequentemente conversas com temas desagradáveis, que causam mal estar, conflito ou acentuam diferenças entre os membros de um casal, são as mulheres em 85% das vezes. É claro que todos percebemos que ter conversas deste tipo não  é agradável mas recusar esses temas é muito mais prejudicial a longo prazo.

    Se continuamente um dos parceiros se recusa em falar sobre coisas menos positivas isso naturalmente irá causar no outro ressentimento, frustração, rejeição.

    Há formas directas de recusar um assunto ("Não  quero falar sobre isso") normalmente subentendida fica uma ameaça de zanga, punição ou irritação se o outro insistir no assunto e a situação pode mesmo agravar-se consoante a resposta dada. Tornar-se menos defensivo e mais aberto não significa submissão, apenas requer a capacidade de ver para além do óbvio e perceber o que é que a recusa pode causar e porque é que existe a necessidade do conjugue falar exactamente sobre o que o enerva.

    Normalmente quem tem mais relutância em conversar fá-lo porque não se sente tão capaz. Sente-se com menos capacidade de comunicação e argumentação e normalmente no meio das discussões o sentimento é de que o outro ganha sempre. O iniciador das conversas normalmente está preocupado com a saúde da relação enquanto que o evitador está preocupado com a sua própria saúde mental e com a sua autonomia na relação porque se sente subjugado.


    18 de maio de 2015

    Uma reflexão mais ou menos filosófica

     

    Num curto espaço de tempo algumas pessoas que me são próximas, com casamentos aparentemente estáveis e longos, decidem separar-se, e eu fico meio à toa com essas decisões.

    Será que pensamos nas nossas relações e entendemos o que se passa com elas? As criticas, as acusações, os silêncios, os pedidos, as exigências são prejudiciais, mas as pessoas não se querem afastar desses comportamentos com medo de serem rejeitados e do sofrimento que essa rejeição comporta. É a velha atitude de manter o que está, mesmo que errado, porque sair da zona de conforto assusta. E acumulam-se zangas, raivas, desesperança... até que um dia tudo rebenta e já nada mais há para consertar.

    É muito fácil atacar para induzir culpa ou pior castigar com silêncios prolongados como se o outro não interessasse. É fácil magoar e às vezes a mágoa é tanta e tão amiúde que se torna irremediável. Assume-se uma posição de credor, num balanço desequilibrado, como se se pudesse medir o amor e o que se dá ficasse em divida. Assume-se uma superioridade em relação ao outro, menosprezando-o, como se essa atitude trouxesse algo de bom no futuro. É uma arrogância desmesurada e inútil que tudo destrói.
    Pedir um abraço, um beijo, um carinho torna condicionado o que deveria ser espontâneo. Qual o objectivo de pressionar, de impor resultados, de controlar o que não o deveria ser?
    É perigoso e desajustado se amamos alguém que criámos dentro e que não existe fora. Como distinguimos essa fantasia e aceitamos o que existe com suas imperfeições e desejos contrários?

    O que nos magoa normalmente é a frustração das expectativas criadas. Se eu não esperar nada tudo o que vier é ganho. Já se eu esperar do outro determinadas atitudes, pensamentos e sentimentos e eles não se concretizarem como eu os idealizei a probabilidade de me sentir magoada porque incompreendida é grande. Esperar algo talvez não seja o caminho. Dar e não esperar nada em troca é o exercício de amor mais difícil de realizar.




    7 de maio de 2015

    10 tipos dificeis numa relação



    1 - O emocionalmente instável - As pessoas  que funcionam em estilo montanha russa podem ser muito engraçadas por períodos curtos de tempo, numas férias ou festa, mas para viver são esgotantes. Quem não funciona assim dificilmente as compreendem e deseja o mínimo de estabilidade, difícil de alcançar. 

    2 - O controlador - Ter alguém que decide tudo desde o restaurante para jantar até às férias e às actividades das crianças pode, em alguns momentos, ser agradável, mas quando esse tipo de comportamento se alastra a tudo o que o casal faz ou decide já não é tão bom. Ter ao seu lado alguém que quer tomar as rédeas de tudo e ter sempre razão qualquer que seja o assunto em discussão acaba por ser desmotivante e criar um fosso difícil de ultrapassar.

    3 - O chico esperto - Ser confiante, perspicaz e opinativo é desejável, mas quando a pessoa sabe tudo a toda a hora seja qual for o assunto, a relação pode correr perigo. Gostamos de alguém que nos valorize e goste de nós pelo que somos. Se a pessoa que está connosco não nos valoriza dificilmente conseguiremos alcançar a harmonia conjugal.

    4 -  O centro das atenções - Para esta pessoa o que importa é chamar a atenção sobre si, não interessa como. É o palhaço do grupo, o coitadinho, o doente, o azarado, o que tem sempre algo a dizer quando alguém fala. De vez em quando suporta-se, sempre é dose.

    5 - O distraído - Pessoas tímidas, fechadas no seu mundo, são normalmente distraídas. É uma defesa. Ser distraído é uma característica de quem está fechado no seu próprio mundo, e quando isso vem acompanhado de uma ingenuidade e falta de senso do ridículo o pacote fica completo para produzir alguém que não fala coisa com coisa. É até engraçado conviver com alguém que age na vida como se fosse assim assim, mas para aquelas coisas sérias, que dependem de firmeza esse tipo de pessoa não entra na lista de prioridades.

    6 - O descomprometido - As amizades assim como os relacionamentos amorosos e profissionais precisam de se renovar nesse dia a dia louco e rotineiro em que vivemos, mas ser descomprometido ao extremo não é bom para gerar credibilidade.

    7 - O explosivo - A vida tem sempre muitos desafios e a maturidade de alguém é avaliada pela forma como gere, com eficiência, esses desafios. Há pessoas que viram demónios face a uma contrariedade e acabam por descarregar em quem está próximo. À primeira vista estas pessoas parece que conquistaram o respeito de quem com eles vivem mas na verdade o que eles invocam é medo.

    8 - O directo - Há muita gente que tem por hábito dizer o que lhe vem à cabeça com a desculpa que são muito honestas. São agressivas e descarregam frustraçoes porque na verdade são ou estão amarguradas e revoltadas com a vida que têm. Ser demasiado sincero não ajuda a receber carinho e dedicação que é o que na verdade necessitam.

    9 - O desconfiado - Por causa do medo de sofrer algumas pessoas antecipam-se à dor. Esse comportamento demasiado defensivo associado com paranóia e orgulho cria alguém perigoso porque manipulador, desconfiado, ciumento e não totalmente entregue emocionalmente.

    10 - O insensível - Quem acha que uma relação não precisa de atitudes e acredita que o parceiro sabe o tamanho do seu amor pode tornar-se alguém frio e distante. Conviver com uma pedra de gelo que não reage a nada pode endurecer quem está por perto e a própria relação esfria. Quem é frio normalmente tem medo de parecer carente e dependente mas no fim a sua atitude irá afastar toda a gente.

    16 de abril de 2015

    Amores dificeis


    Quantas vezes se deparou com alguém que lhe diz, acerca de uma qualquer relação falhada, -"parecia tão boa pessoa, perfeito para mim" - e afinal essa perfeição vem-se a revelar um erro crasso? Penso que todos nós já nos cruzámos com pessoas com essa história e não percebemos como pode isso acontecer.

    Quando se inicia uma relação, em vez de nos relacionarmos com a pessoa real o que acontece é iniciarmos uma relação com a fantasia que se faz dessa pessoa. A fantasia, como o próprio nome indica, é uma idealização. A pessoa ideal tem tudo o que inconscientemente desejamos (e muitas vezes nem sequer sabemos que queremos de forma consciente e racional), não tem defeitos, é a perfeição. Com o tempo, a realidade fica cada vez mais distante da fantasia e a coisa complica-se.
    Temos também tendência para ignorar alguns sinais de alerta de que alguma coisa correrá mal no futuro, quando começamos a fantasiar, e lançamo-nos de cabeça em relações que nada de bom vão trazer.

    Aqui estão as 10 principais questões às quais deve dar a sua atenção se quer evitar algumas más experiências.

    1 - Dificuldades de comunicação - pessoas que têm dificuldade em falar e exprimir os seus sentimentos podem deixar o parceiro a lidar sozinhos com situações complicadas
    2 - Irresponsabilidade, imaturidade e imprevisibilidade - Algumas pessoas têm dificuldades em lidar com as coisas básicas da vida, ter um emprego, poupanças, planear o futuro. Vivem apenas o presente e qualquer coisa que venha questionar essa postura é rapidamente afastada. São pessoas que ainda estão a crescer e não querem de momento assumir compromissos.
    3 - Falta de confiança. Quando alguém não consegue ser honesto consigo ou com quem o rodeia não se pode esperar que venha a ser de confiança. Este tipo de comportamento pode não ser propositado ou feito com maldade, mas existe. Andar de mentira em mentira pode ser um hábito e viver com alguém assim é evidentemente muito stressante e perigoso.
    4 - Se a sua família e amigos não gostam da escolha. Essas pessoas normalmente conhecem-no bem e saberão intuitivamente o que é ou não bom para si. Eesteja atento à opinião dessas pessoas porque têm uma perspectiva de fora e habitualmente mais clara.
    5 - Atitudes controladoras - se o seu parceiro tiver atitudes no sentido de a afastar da família e amigos ou apenas controlar onde vai e com quem, limitando o seu mundo e tornando-se o seu centro, reaja e questiona essas atitudes. Às vezes pode mesmo chegar a exigir que escolha entre ele e alguém ou alguma coisa, como forma de exprimir o seu amor. Atenção que isso não é normal
    6 - A relação está construída numa base da necessidade de ser necessário - pense bem no que o atrai, pode ser apenas o facto de ser gostado. Toda a gente gosta de ser gostada e isso pode levar a confundir sentimentos
    7 - Comportamentos abusivos, físicos quer psicológicos - toda a violência é inaceitável. Qualquer comportamento fisicamente abusivo e todos  aqueles que a façam sentir rebaixada, humilhada, rejeitada, mal amada, são de evitar. A violência é normalmente uma escalada e não se deve esquecer/ perdoar nada, desde a "simples" estalada porque estava mal disposto ou qualquer outra desculpa igualmente esfarrapada. Quem faz uma vez, faz duas ou três, não se esqueça disso.
    8 - Relações passadas mal resolvidas - são normalmente obstáculos a uma relação feliz. Tudo o que está no passado não pode nem deve ser renegado mas pode e deve ser arrumado e integrado na história de cada um sob pena de vir a contaminar o futuro
    9 - Passado secreto ou negro - se mal resolvidos dão problemas, se são secretos tudo se complica ainda mais
    10 - Sentimentos de insegurança - levam normalmente a situações de controlo abusivo, de ciúme, de desconfiança.

    A intuição dá-nos muitas vezes sinais de alerta que nós ignoramos.Aprenda a ouvi-la porque ela está provavelmente certa e assim evitará algumas dores futuras.


    14 de abril de 2015

    Vamos falar de sexo # 9




     Tudo  corria bem até que tive filhos. Desde essa altura, a vontade sexual diminuiu e não sei o que fazer.

    Esta situação é muito comum entre os casais, principalmente com a mulher que é mãe pela primeira vez. As hormonas, o eventual aumento de peso, o cansaço, o desafio que o papel de mãe representa, deixa para segundo plano a libido. Algumas mulheres centralizam toda a sua atenção nos filhos e esquecem-se de ser esposas e mulheres. Nestes casos, o sexo deixa de ter importância no dia a dia e a própria mulher se remete a um plano secundário. Quase como se fosse egoísmo pensar em si. O problema é que sem sexo o casamento não está completo e começam a surgir problemas e conflitos, rancores e afastamento emocional. É importante que as mulheres percebam o que se passa e se esforcem para voltar a uma vida sexual activa o quanto antes. Podem recorrer a fantasias, novas propostas ou a namoro com hora marcada. Tudo é válido nesta guerra contra o desinteresse sexual.



    16 de fevereiro de 2015

    Segredos para um casamento feliz

     Como dizia Paul Johnson: «Os casamentos que duram constroem-se sobre estratos arqueológicos de discussões esquecidas. Os segredos de um casamento bem edificado são a paciência, a tolerância, o domínio de si, a disposição para perdoar e — quando tudo isto falta — uma boa “má memória”. Também ajuda, obviamente, que o marido esteja disposto a carregar com a culpa, como deve ser».



    20 de janeiro de 2015

    Elogio ao Amor

    Encontrei este texto, já antigo, e apeteceu-me partilhá-lo convosco porque nos faz reflectir sobre o assunto e é escrito por um notável autor.

    Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
    O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
    Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
    Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
    O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
    O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
    O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.” 
     Miguel Esteves Cardoso in Expresso



    6 de janeiro de 2015

    Mercado de campo de Ourique

     

     O jantar no mercado de Campo de Ourique, com direito a música ao vivo e tudo, foi agradável porque foi partilhado em boa companhia. Há muito tempo que estava com vontade de visitar este espaço e, definitivamente, não sou grande fã de mercados... a comida é cara, não é nada de especial e o espaço pequeno e com pouco conforto, muito equivalente ao mercado da Ribeira. É capaz de ser engraçado para grandes grupos, não sei! Ou então sou eu que sou esquisita.

    21 de novembro de 2014

    6 dicas para a relação perfeita



    Seja sempre conquistável

    O homem é um caçador por natureza e gosta da conquista. Com o passar do tempo pode perder o interesse se a vida ao seu lado é monótona e você totalmente conquistada. Deixe uma ponta de mistério. Seja sincera, sem segredos mas mostre-lhe que ainda há espaços a serem conquistados e descobertos.  .

    Os homens gostam mais da auto estima de uma mulher que da sua aparência
     
    Ao contrário do que as mulheres acham, os homens adoram uma mulher com forte auto estima e é isso que os fará sentir paixão, tesão e a necessidade de conquista. Uma mulher pode ser linda, mas, caso tenha uma autoestima muito baixa, enviará esses ‘sinais invisíveis, mas perceptíveis’ e o homem vai-se embora.

    Nunca abdique da sua vida pessoal por ele 
    Deixar de fazer algumas coisas para ficar com o seu homem é até compreensível, mas largar hobbies e atividades, família e amigos, é o caminho para o desentendimento e para a dependência afetiva. Não deixe de sair sozinha com amigas, de fazer desporto, a sua caminhada ou qualquer atividade que lhe dê prazer e sinta que é sua. Ter uma relação é um equilíbrio delicado entre o seu espaço, o espaço dele e o espaço comum porque antes de serem casal são indivíduos e não se pode esquecer disso.

    Não impeça que ele tenha atividades próprias
    Assim como você, ele também tem hobbies e amigos e nem todos serão do seu agrado. Não faça cenas se ele sair de vez em quando com os amigos para beber uma cerveja, se for assistir ao futebol para casa de alguém ou se praticar alguma atividade que goste. Incentivar os gostos do outro é o melhor truque para o crescimento da relação. Dentro dos limites normais, deixe-o voar de vez em quando porque é preciso saber respeitar a individualidade do outro. Isso é sinal de casal saudável.

    A confiança é a chave de tudo! 
    Aprender a confiar é essencial. Tem de acreditar na pessoa com quem está, caso contrário, o relacionamento está fadado ao fracasso. Imagine um homem que pergunta 10 vezes por dia onde você está e nunca acredita? Imagine um namorado que mexa nas suas coisas tentando encontrar provas de uma possível traição, não é invasivo? Pois bem: não faça o mesmo com ele senão a  situação vai virar um inferno porque isso o afastará caso ele sinta que está sendo pressionado. O ciúme deve ser na medida certa e lembre-se sempre: excesso de ciúme não é amor, é possessividade. Aprenda a ter controlo em relação ao seu ciúme.

    Evite os ‘joguinhos emocionais’
    Jogos emocionais e chantagens são o caminho certo para o desentendimento. Muitas vezes, as mulheres usam a chantagem emocional quando se sentem magoadas ou quando percebem que a relação está a degradar-se e ele está a afastar-se. Não entre nisso. Ao contrário do que possa parecer, homem nenhum ficará consigo por pena ou chantagem, vão é embora num instante.

    14 de novembro de 2014

    Amor é



    Às vezes achamos que amamos, que encontrámos a pessoa que nos fará feliz eternamente e, na verdade, apenas temos alguém que nos faz sentir confortáveis e seguras. É um sentimento morno, de cruzeiro, que nos acalma e embala. Pensamos que é isso que queremos e sonhamos. Planeamos o futuro e desejamos que o sentimento perdure e não se estrague nunca. E chamamos a isso amor.

    Depois, bem, depois, aparece não se sabe vindo de onde, alguém que muda tudo, que nos faz questionar certezas, que em vez de tranquilidade nos dá palpitações, tremores, pernas bambas e coração a mil, pensamentos descontrolados, insónias, dores de estômago e suores frios e aí, sim,  sabemos que encontrámos o tal. É a tal pessoa que nos apoia, incentiva, complementa e tira o que de melhor há em nós, que nos faz crescer e alcançar o que nunca seria possível se ela não existisse. Que nos ama apesar de todos os nossos defeitos ou exactamente por causa deles. Que nos faz crescer e ser melhor. O tal que tudo cura e que não deixa que o próximo exista, aquele que faz com que adormeças sorrindo e acordes com vontade de viver. O que te abraça forte e te enrosca nos seus braços, de mansinho, quando estás num canto e que sem dares por isso se aproxima e em silêncio te dá o colo que sem saberes precisavas. Quando é amor de verdade ele não desiste de te ter e tu sabes que serás feliz para sempre.


    13 de novembro de 2014

    Vamos falar de sexo # 4



    O meu marido, com cinquenta e poucos anos, não quer mais sexo e diz que é da idade. É normal isso acontecer ou é só uma desculpa?

    É normal haver uma queda do desejo sexual no homem nessa faixa etária porque há alterações hormonais. É importante procurar um médico que investigue se há ou não uma razão biológica e, se for, necessário, fazer uma terapia de reposição hormonal. Se a razão não for essa, procurem analisar o que se passa a nível psicológico e na vida do casal que permita explicar esse afastamento. Se não houver nada físico que justifique a diminuição do desejo é importante perceber que o desejo é algo muito pessoal e influenciado por muitos factores: aumento de peso, baixa auto estima, sobrecarga de trabalho, pressão social e/ou familiar, sedentarismo, consumo de álcool ou outras drogas, stress e muitas outras coisas. Procurem a causa em conjunto e tentem alterar o que está menos bem.


    6 de novembro de 2014

    Vamos falar de sexo #3


    Quando namorávamos, a minha mulher estava sempre pronta e parecia que adorava sexo. Depois de casados, parece que perdeu todo o interesse. É normal?

    Lembra-se de como era amoroso, divertido, conquistador e ternurento quando era solteiro? Lembra-se das surpresas e mimos que fazia? Lembra-se do que faz agora?
    As mulheres são muito sensíveis ao comportamento do parceiro e para elas é fundamental serem cortejadas, sentirem-se amadas e desejadas para acenderem o rastilho do desejo. Enquanto que para os homens os estímulos visuais são muitas  vezes suficientes para despertar o desejo, estando normalmente predispostos para o sexo mesmo quando a relação está mais fria, para a mulher o importante é a intimidade emocional, sendo o sexo um prolongamento do romance existente na relação.

    Antes de dizerem que o casamento diminui a libido feminina, os homens deviam comparar o seu comportamento antes e depois de casados e perceber que foram essas alterações que levaram ao afastamento da mulher. A culpa não é da mulher, é do casal, que não soube manter o romantismo, as surpresas e o namoro.



    3 de novembro de 2014

    Por trás do sucesso


    Por trás de um grande homem...
    Quem ainda não ouviu ou proferiu esta frase?

    Afinal a sabedoria popular é mesmo sábia (passe a redundância!). Um estudo desenvolvido por Joshua Jackson e Brittany Solomon, da universidade de St. Louis, vem confirmar isso mesmo, só que não se limitam ao género masculino, sendo uma premissa igualmente válida para as mulheres com êxito.

    Dizem eles que as pessoas que são bem sucedidas na vida em termos financeiros, sociais, profissionais ou familiares têm parceiros que os ajudam a atingir esse nível de sucesso, independentemente do género, da carreira ou de serem ou não ambos trabalhadores. O estudo demonstra que não é apenas a personalidade de quem tem sucesso que importa mas que é também fundamental a personalidade do conjugue. É caso para dizer que a união os ajuda a vencer.

    A maioria das pessoas deseja para parceiro alguém romântico e apaixonado mas parece que não são essas as qualidades que os ajudarão a alcançar o topo. Com este estudo fica demonstrado que, quando se tem grandes ambições se deve procurar alguém que nos ajude nesse objectivo, alguém que seja igualmente ambicioso, assertivo, equilibrado e racional.

    Ficou também demonstrado que quanto maior a felicidade da mulher mais feliz é o marido e a hipótese formulada pelos autores é de que se a esposa está ou é feliz, tenderá a ser mais dedicada e a  fazer mais mimos ao marido que, por sua vez, será também mais feliz. Os autores afirmam que os homens tendem a verbalizar menos  as emoções e mesmo quando são infelizes podem não transmiti-lo correcta e eficazmente e, assim, uma boa forma de avaliar o seu grau de felicidade é talvez através da percepção da felicidade da mulher. Ainda vivemos um tempo em que o homem se sente responsável por uma série de coisas desde o sustento à felicidade familiar e ter a percepção de sucesso nessas áreas é fundamental para aumentar a sua auto estima e massajar o ego.

    Agora já sabe, sempre que se deparar com alguém que alcançou um patamar elevado numa área qualquer procure o parceiro porque essa pessoa é igualmente responsável por esse sucesso e quando vir um homem feliz pode apostar que a mulher também o é.




    31 de outubro de 2014

    O AMOR


    Há quem viva a vida toda com apenas um.
    Há quem viva com dois ou três.
    Há quem se aventure pela meia dúzia e até mais.
    Há quem diga que vive sem ele.
    Há quem o tenha e depois o perca.
    Há quem guarde dele rancor.
    Há quem o idolatre acima de tudo.
    Mas viver sem nenhum, toda uma vida, eu não acredito.


    29 de outubro de 2014

    Se eu não gostar de mim quem gostará?


    Reconhecem, com certeza, esta frase de um anúncio publicitário e ele vai servir de ponto de partida para reflectir um pouco sobre a necessidade de nos conhecermos minimamente antes de nos envolvermos numa relação afectiva.

    Toda a gente tem pelo menos uma relação significativa durante a vida e quem tem mais do que uma costuma queixar-se de padrões que se repetem e não consegue perceber porquê. Normalmente a explicação para isso está na falta de  auto conhecimento da própria pessoa.
    Como é possível esperar compreender as necessidades e os desejos de alguém se não conhecemos os nossos?  Como é possível desenvolver uma relação saudável se  não a temos primeiro connosco?

    Muita gente entra numa relação sem verdadeiramente se conhecer e espera ser feliz. Dificilmente o conseguirão porque é necessário primeiro o auto conhecimento, o estar bem consigo próprio e, depois sim, partir para uma relação de casal porque só assim evitarão mal entendidos com alguns comportamentos e atitudes.

    A vida de casal não é fácil e se partirmos com pouca maturidade dificilmente as coisas poderão correr bem.Tenham isto presente, invistam no vosso processo de desenvolvimento e ficarão mais aptos para terem uma relação madura e serem felizes.

    Um simples exercício, consiste em fazer uma lista com as pessoas com quem se relacionaram e que fazem parte desse padrão de que se queixam e, anotar, para cada um deles:
    - o que vos atraiu na pessoa
    - se a atração durou
    - o que fantasiaram em relação à relação
    - o que aconteceu na realidade
    - quanto tempo durou
    - o que é que mudou com o tempo
    - como terminou

    Aparecem padrões? Há coisas em comum? Analise-os, tome consciência da sua existência e previna-se para no futuro não repetir os mesmos erros.

    6 de outubro de 2014

    Casamento Marta e Victor


    Um mês depois do casamento da Eliana e Vitor, outro casamento, o da Marta e Victor.
    Adorei a homilia do padre António Borges com uma bela metáfora: entregou aos noivos um saco de viagem, castanho, com pegas, em representação do casamento, e pediu-lhes que pegassem nele e o levassem até ao fim da igreja e voltassem. Antes de lhes dar o saco para as mãos, abriu-o e pediu aos noivos que espreitassem para o seu conteúdo.Toda a gente curiosa e espantada com a situação, completamente surpreendida, até os noivos, soubemos depois. Ao pedido do padre e ainda um pouco confusos, pegaram cada um numa pega, viraram-se de frente para a assembleia e começaram a andar devagarinho.
    O vestido da noiva, (lindo!) tinha uma cauda enorme e dificultava que caminhassem com passo firme e rápido e várias vezes tiveram que parar para ajeitar a cauda que se embrulhava nos pés da noiva. Lá foram andando, devagar até ao fim da igreja. Aí chegados, viraram-se e fizeram o caminho de volta com as mesmas dificuldades mas decididos a cumprir a tarefa proposta.
    De novo perante o padre, este pediu-lhes que respondessem a algumas questões sobre o matrimónio e perguntou-lhes:
    • Se tinha sido fácil fazer o percurso com o matrimónio (leia-se, saco de viagem).  Não, tiveram que ultrapassar alguns obstáculos; 
    • Se tinham estado sempre a olhar um para o outro. Não, tiveram que ultrapassar as dificuldades criadas pela corredor apertado e a cauda do vestido e isso fez com que tivessem que olhar também para outras coisas.
    • Se tinham largado o matrimónio quando surgiram os obstáculos. Não, nunca o largaram;
    • Se em algum momento um ou outro carregou mais peso na sua pega. Sim, tiveram que compensar o que estava mais cansado ou com mais dificuldade;
    • Se a família e os amigos sabiam o que estava no interior do matrimónio. Não, só eles tinham visto o seu interior.
     Após este dialogo, o padre  concluiu  que o matrimónio, tal como o transporte do saco naquele dia, não seria sempre fácil, teriam que se debater com dificuldades e obstáculos mas que juntos, compensando-se mutuamente sempre que um estivesse com menos força e não desistindo perante nada, seriam capazes de levar o seu propósito até ao fim. Por último, alertou-os para a necessidade de preservarem a sua intimidade perante o mundo porque o matrimónio é sagrado e deve ser vivido apenas a dois.
     Achei linda esta metáfora e uma forma bem diferente de falar sobre o casamento, as suas dificuldades e o quanto o casal será sempre mais forte se se unirem e lutarem por um mesmo objectivo em vez de o fazerem em separado.Ma-ra-vi-lho-so!
    Seguiu-se o tradicional copo de água e uma festa de arromba que durou até de madrugada.

    Parabéns Marta e Victor, sejam felizes!



    28 de setembro de 2014

    Parabéns a nós



    Comemoramos hoje mais um aniversário e só posso agradecer o dia em que me cruzei contigo. Tens sido tudo na vida para mim: és  porto seguro quando as tempestades me abalam; és paixão desenfreada e amor tranquilo; és segurança e alegria; és riso e compreensão; és tolerância e conselho; és, no fundo tudo o que desejei quando a vida me atraiçoou. Sou muito mais feliz hoje, contigo, do que alguma vez pensei vir a ser. Obrigada pelo teu Amor.