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1 de junho de 2018

Lembrança aos pais



“Diga-me e eu esqueço, ensina-me e eu me lembro, envolva-me e eu aprendo”.  A melhor linguagem é o Amor.

                                                                                                                                           Benjamin Franklin

16 de fevereiro de 2018

Zafu


Agora, sim, preparadíssima para muitas sessões de meditação neste lindo conjunto de Zafu e Zabuton, oferta dos filhotes neste aniversário. Eles sabem...


29 de janeiro de 2018

O modelo da Islândia que o resto do mundo ignora


Actualmente, a Islândia está no topo da tabela europeia no que diz respeito à percentagem de adolescentes com hábitos saudáveis. A percentagem de miúdos entre os 15 e os 16 anos que ficaram embriagados no mês anterior desceu a pique, de 42 por cento em 1998 para 5 por cento em 2016. Os que já experimentaram canábis passaram de 17 para 7 por cento. Os que fumam tabaco todos os dias passaram de 23 para apenas 3 por cento.

Conseguiram tudo isto porque alteraram a forma como enfrentaram o problema: em vez de campanhas sobre os malefícios do álcool, drogas e tabaco a que ninguém prestava atenção e não tinham qualquer efeito prático, resolveram investir em alternativas saudáveis. 


Percebendo que as pessoas estavam a ficar viciadas nas alterações químicas do cérebro, apostaram em desenvolver um movimento social em torno das ‘pedradas naturais’, da ideia de que é possível atingir esse estado alterado através da química cerebral de cada um, com alternativas saudáveis.


"As pessoas podem ficar viciadas em álcool, carros,dinheiro. sexo, calorias,cocaína - seja o que for". O objectivo focou-se na ideia de dependência comportamental


Em vez de se focarem no tratamento das dependências, ensinavam-lhes qualquer coisa que gostassem de aprender, música, dança, hip hop, artes marciais ou qualquer outro desporto. A ideia era que estas aulas diferentes podiam provocar alterações na química cerebral dos miúdos, e dar-lhes aquilo de que precisavam para estar melhor no mundo: alguns podiam estar à procura de maneiras de reduzir a ansiedade, outros de emoções fortes, mas todos procuravam essa  dependência da alteração química.


Mudaram as leis, proibindo a compra de tabaco a menores de 18 anos e álcool a menores de 20 e a publicidade ao tabaco e álcool foi proibida. A ligação escola-pais foi reforçada e tornou-se obrigatória a criação de associações de pais e os pais eram incentivados a ir a palestras sobre a importância de passar uma quantidade significativa de tempo com os filhos, mais do que “tempo de qualidade” esporádico, de falar com os filhos sobre as suas vidas, de saber quem eram os amigos dos filhos e de fazer com que eles passassem as noites em casa.


As associações de pais propuseram a criação de acordos que os pais deveriam assinar.  O conteúdo dos acordos variava de acordo com a faixa etária, e cada associação pode decidir o que é contemplado. Para os miúdos com mais de 13 anos, os pais podem comprometer-se a seguir todas as recomendações como, por exemplo, a não permitir que os filhos façam festas sem a supervisão de adultos, a não comprar bebidas alcoólicas a menores e a estar atentos ao bem-estar das outras crianças.


Estes acordos educam os próprios pais, mas também ajudam a fortalecer a sua autoridade em casa, defende Hrefna Sigurjónsdóttir, directora do Casa e Escola. “Assim torna-se difícil usar a desculpa mais velha do mundo: ‘Mas os outros pais deixam!'”


Os resultados estão à vista, entre 1997 e 2012, a percentagem de miúdos entre os 15 e os 16 anos que dizem passar todos ou quase todos os dias da semana com os pais duplicou – de 23 para 43 por cento – e a percentagem que participa em actividades desportivas organizadas pelo menos quatro vezes por semana aumentou de 24 para 42 por cento. Entretanto, o consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e cannabis nesta faixa etária desceu a pique.


Pode ler o artigo completo aqui







1 de maio de 2016

Obrigada filhotes



 No dia da mãe não me interessam as prendas caras. O que mais gosto é dos braços deles no meu pescoço, dos beijos mais demorados do que o habitual e daqueles mimos que não espero. Adoro também sempre que me escrevem uma linhas num qualquer postal ou na dedicatória de um livro comprado a pensar em mim. Gosto das  surpresas. Hoje tive direito a 3 abraços apertados, 3 beijos bem demorado e 1 fabuloso gelado de banana que era divinal. O almoço e o passeio junto ao rio com filhos e netos foi o essencial de um dia perfeito. Não é preciso muito para se ser feliz.




7 de outubro de 2015

Aprender a ler

 

As aulas iniciaram-se há algumas semanas e cresce já a ansiedade nalguns pais porque os filhos que entraram agora no 1º ano ainda não sabem ler. Tenham calma! A aprendizagem da leitura, assim como muitas outras, é um processo que demora o seu tempo, que não é de todo padronizado e em que cada criança o apreende ao seu próprio ritmo.

Também nas escolas há diferenças e o processo de alfabetização não é igual em todas. Não tentem acelerar o que não deve ser acelerado. Há crianças mais rápidas que outras e isso não faz das outras mais ou menos inteligentes que as primeiras, apenas diferentes.

Veja estas 6 dicas para ajudar o seu filho a interessar-se pela leitura.

  • Evite demonstrar ansiedade
  • Estimule sem forçar e tente encontrar temas do interesse dele
  • Seja um modelo de leitor
  • Não faça comparações
  • Converse com o professor e tente perceber qual o método que ele usa
  • Seja um parceiro para o seu filho em todo este processo 

10 de julho de 2015

Só porque te AMO


Amar é abrir o coração
É entregar ao mundo uma vida
Acompanhar de perto e sorrir
Estender a mão,dar um abraço...
Mostrar que estamos perto
É simplesmente entender o outro
Saber ganhar e perder
Amar é libertar, deixar voar
Agarrar quando necessário
Amparar e acarinhar
Hoje dói-me o peito
Sinto um vazio
Por amar, rendo-me ao teu querer
Contrariada e magoada
Fico feliz por ti
Por te querer bem
Por amar, dou-te o meu consentimento
Deixo-te partir
Realizar um desejo
O teu sorriso é a minha alegria
A tua felicidade preenche o meu vazio
Por amar, estarei sempre a teu lado
Estejas certo ou errado
Tudo tem um sentido meu amor
Meu filho, porque estás feliz!
Estarei sempre de braços abertos
Por te amar, deixo-te sonhar!
Continuarei a ser o teu amparo.
Como vais acordar sem eu te chamar?
Vais tomar sempre o pequeno-almoço?
Vamos ter de nos habituar a menos mimos!
Por te amar, prometo sorrir!


Síndrome do Ninho Vazio


A Síndrome do Ninho Vazio é definida, em linhas gerais, como o sofrimento devido à perda do papel e da função dos pais pela saída dos filhos de casa. Normalmente são acompanhadas de alguns sintomas: sentimento de solidão, desamparo, isolamento e tristeza. Não se deve ver esta sintomatologia como doença ou transtorno, deve antes ser entendida como um quadro comum e característico deste período.
 Normalmente os sintomas envolvidos nesta síndrome são pontuais, ou seja, deixam de se manifestar aos poucos e isso ocorre quando se estabelece uma nova rotina familiar. É claro que é preciso atenção à extensão destes sintomas e, caso se prolonguem excessivamente e tragam prejuízos para a vida social e familiar, é preciso procurar apoio.

Alguns factores podem ser agravantes na Síndrome do Ninho Vazio, por exemplo, quando o afastamento dos filhos coincide com o período de menopausa da mãe, que por si só já causa alterações hormonais e emocionais que podem afectar o humor. Ou quando ocorrem em simultâneo com outras situações de perda ou de mudanças significativas.

Outro factor a ter em conta é a personalidade ou mesmo as vivências de cada indivíduo. A sua maneira de experimentar e lidar com a separação ou com as mudanças de rotina podem ser facilitadoras ou, por outro lado, dificultar a separação. É também importante perceber quais os motivos que levaram à separação e a maneira como esta separação ocorreu, pensando que além dos motivos mais banais, como início de faculdade, casamento, ou outros, também pode ocorrer por morte ou discussão, o que pode tornar o processo ainda mais doloroso.

Para o casal, esta fase de mudança de casa dos filhos pode ser uma verdadeira prova de fogo ao relacionamento. Uma relação positiva ajudará a superar melhor e mais depressa a situação enquanto que uma relação mais conflituosa e pouco consistente será um obstáculo a mais a ter em conta.
A segunda situação ocorre porque alguns casais, depois de terem filhos e ao longo dos anos, “desaprendem” de conviver sozinhos, ou seja, apenas na companhia um do outro, diminuindo a comunicação entre si e voltando todas as atenções apenas para a criação dos filhos e manutenção do lar. Assim, quando os filhos se mudam, o casal precisa reaprender a conviver de forma quase instantânea, sendo mais uma situação nova para lidar que agrava ainda mais a ansiedade da separação.

Uma boa dica então é não deixar a comunicação do casal arrefecer, mesmo quando os filhos ainda são pequenos, pois assim o exercício da convivência será mais natural e fácil de ser mantido mesmo após anos e também após mudanças importantes na rotina. Invista sempre na relação com seu parceiro, independente de os filhos já terem saído de casa ou não: reservem um dia na semana para um programa a dois, façam coisas que ambos gostem, prestem atenção às necessidades do outro, cuidem de seu visual.

Outras dicas para lidar com a Síndrome do Ninho Vazio:
  • Executar antigos projectos, coisas que você gostaria de ter mais tempo para fazer e antes não conseguia, exactamente para se sentir útil em outras actividades e não focar apenas na perda da função materna ou paterna. Acima de tudo, estes novos projectos devem trazer prazer. Faça uma lista de tudo o que deseja realizar e se dedique a isso.
  • Atenção com o cuidado pessoal, como práticas de exercícios físicos, alimentação equilibrada e cuidados estéticos. Todos estes hábitos contribuem não só para a saúde do corpo, mas também da mente, auxiliando no equilíbrio emocional.
  • Adoptar um bichinho de estimação pode ser uma boa ideia, já que eles são óptimas companhias e exigem cuidados.
  • Cuide da relação com seus filhos, estimulando a independência e mostrando que você apoia esta nova fase que eles estão vivendo. Procure evitar ligações ou visitas excessivas, o que pode soar como invasão de privacidade e falta de confiança nas escolhas que eles fazem agora sozinhos. Diminua as cobranças e os temidos “sermões” e estimule agora a amizade entre vocês.
Veja a mudança dos filhos como algo positivo, um momento em que eles terão a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprenderam em casa. Confie e apoie as escolhas deles.

7 de maio de 2015

Miguel no seu melhor # 3

 

Depois de uma ida ao supermercado especialmente atribulada, já com os nervos em franja e farta de tudo, com o pavio curto, descarreguei a neura sobre ele.
- Mãe, tem calma, tens de exercitar o teu auto controlo.
(É nestas alturas que percebo que algumas das conversas que temos são interiorizadas).


3 de maio de 2015

Ser mãe


Desde cedo que quis ser mãe, que essa condição me fascinou.
Nunca fui a típica menina que gosta de cor de rosa, lacinhos, penteados mais ou menos elaborados, saias aos folhos e pinturas nas unhas e nos olhos. Nunca sonhei com o dia que o meu príncipe me levaria ao altar num vestido branco, de véu e grinalda. Nunca sonhei com o casamento, mas sempre soube que queria ser mãe. E, desde que me lembro de pensar sobre as coisas da vida,. (sim, porque desde miúda que reflicto sobre isso... )  a única certeza que tinha é que seria mãe.
Sabia bem que tipo de mãe seria e, principalmente, o que nunca faria. Desde cedo que no meu íntimo sabia que nasci para ser mãe. Ter filhos foi o meu grande projecto de vida. Aquele em que mais me empenhei e pelo qual mais lutei. Fui mãe cedo para os padrões actuais. Aos 22 anos já tinha um coração fora do peito.
Ser mãe foi uma alegria imensa. Partilhar chão, curiosidades, saberes, noites, o toque da pele e o cheiro doce a mar que só um filho bebé tem. Ver e mais importante ainda, sentir um amor sem tamanho, admiração pelo acto de criar algo tão belo, tão único. tão perfeito. Ainda hoje, olhando para trás, consigo sentir o deslumbramento que é ter um filho. São momentos inesquecíveis. Um filho que mama e olha para nós com total entrega. Um ser frágil que de nós depende e para o qual passamos a viver sem limites. Uma curiosidade intensa e contínua que nos obriga a estar permanentemente alerta. Ser mãe foi uma descoberta, uma aprendizagem constante mas foi algo intrínseco em mim.
Não me lembro de ter tido grandes dificuldades em saber gerir os primeiros anos, as primeiras dores, febres e doenças, as primeiras aprendizagens. Era algo que fazia naturalmente, sem dúvidas, sem medos. Sempre soube bem o que queria e como queria fazer e o que não sabia aparecia quase como por geração espontânea. Senti-me sempre extremamente segura no pape de mãe e preparada para ele. Cada filho tem as suas características próprias e as exigências de um não são iguais às necessidades do outro e, como tive filhos, com idades bem diferentes, sempre exigiram de mim coisas e posturas distintas. Ser mãe continua a ser um desafio mas é fantástico.
Agora, outra etapa se avizinha e curiosamente para esta não me sinto tão preparada. Os pardalitos estão a deixar o ninho e a ansiedade da separação toma conta de mim. Sei que sofro por antecipação e que quando a hora chegar tudo vai estar já interiorizado, digerido e devidamente arrumado, mas até que o dia chegue inúmeras questões me passam pela cabeça e as dúvidas sobre a vida que os espera e a felicidade que conseguirão ou não construir assolam-me. É com expectativa que aguardo esse dia e por agora só sei que quero ser o porto de abrigo a que podem recorrer e voltar quando disso precisarem. Amo-os a todos com igual intensidade mas de formas tão diferentes. São todos especiais, cada um à sua maneira. São a minha vida.


2 de maio de 2015

Miguel no seu melhor # 2


Depois de um almoço a dois em que falámos sobre a necessidade de reflectir sobre quem realmente somos, diz o Miguel.
- Mãe, se eu visse as coisas pelos teus olhos não via as mesmas coisas que tu.
- Porquê? - questionei, intrigada.
- Porque a minha cabeça gosta de coisas diferentes da tua e vai olhar para outros sítios.
- Pois!...


21 de abril de 2015

Abraço e palmada


“As crianças precisam de amor e disciplina.”

Brazelton, pediatra norte americano, defende, em muitos dos seus livros dedicados ao  desenvolvimento da criança, que elas precisam de amor e disciplina.

Em contexto terapêutico surgem-me muitas vezes pais preocupados porque os filhos exigem tudo e não cumprem com nada. Só têm direitos e nenhuns deveres. Querem saber como isso acontece e o que devem fazer para remediar a situação.

É verdade que isso acontece e talvez a culpa (responsabilidade) seja mesmo nossa, pais. Por um lado, numa tentativa de lhes proporcionar o melhor que podemos, temos dificuldade em dizer não, em negar-lhes o que quer que seja, muitas vezes às custas dos maiores sacrifícios financeiros e emocionais. Por outro lado, na ânsia de aplacarmos a culpa que nos consome por não termos sempre tempo e disponibilidade emocional para eles, tornamo-nos pouco exigentes e facilitadores de comportamentos e atitudes menos saudáveis e desejáveis. Com o tempo, vamos pagar caro estes dois erros.

Lembrem-se de duas verdades inquestionáveis:

- Educamos pelo exemplo e não pelas palavras

- Reforçamos comportamentos punindo ou premiando

Se desde tenra idade tivermos presente estas premissas tudo será mais fácil. Se definirmos rotinas e limites, a criança sentir-se-á amada e segura e irá ajustando-se ao que dela é esperado no seio familiar, sendo o contrário também verdade. Quando não há regras especificas e limites bem definidos, quando hoje não pode, mas amanhã já não é proibido, a criança sentir-se-á desiquilibrada e tentará perceber SEMPRE se hoje é dia do sim ou do não e entra-se numa fase de braço de ferro constante.

Quando crescem, esta angústia acentua-se e o teste do limite tenderá a agravar-se até que chegará uma hora em que os pais perdem o controlo sobre os filhos. Como não há autoridade, deixa de haver reconhecimento e respeito. Como não houve não e a resistência à frustração não foi trabalhada, tudo é permitido e, pior, devido.

Não tenham medo de dizer não, de frustrar os vossos filhos, de lhes exigir respeito. Não tenham medo de premiar quando o comportamento o justifica. Não tenham medo de pedir desculpa, de dizer por favor e obrigada. Não tenham medo de sentir a raiva, o desespero, a tristeza, a infelicidade dos vossos filhos quando lhes negam o que quer que seja. Não tenham medo de olhar por vós, sem se anularem. Não tenham medo de ser pais e educadores. Custa! Não é fácil! Mas é extremamente gratificante.


13 de abril de 2015

Quando os filhos não querem ou não gostam de estudar

 

Neste inicio de 3º período começam as aflições com as notas, os estudos, os testes e a transição de ano. Os pais querem que os filhos adquiram de repente hábitos de estudo. Querem que eles se dediquem e estudem diariamente e os filhos, por seu lado, que andaram os dois períodos anteriores à vontade, para não dizer mesmo à vontadinha, não sabem como fazê-lo. Cresce nos pais a ideia, real, de que os filhos não gostam nem sabem estudar. Como podemos ajudá-los?

Antes de mais, convém dizer que é importante que os pais criem nos filhos hábitos de estudo desde cedo. Com a entrada na escola primária, os pais têm obrigação de ir ensinando e transmitindo aos filhos bons hábitos de estudo. Devem proporcionar-lhes um local de estudo apropriado, bem iluminado e em local sossegado. Depois, diariamente, a criança deve ser incentivada a sentar-se para fazer qualquer tipo de exercício. Se houver trabalhos de casa, é o momento de os executar. Se não houver podem aproveitar para arrumar a pasta para o dia seguinte, fazer um desenho, escrever uma palavra difícil ou ler um bocadinho. Dessa forma, estamos a transmitir que o trabalho do dia só termina quando se sentam à secretária e estudam.

Assim, quando forem mais velho, o hábito está criado e não haverá espaço para resmunguices.
Nesta matéria, como em todas as outras, cabe também aos pais ensinar pelo exemplo. Se querem que eles valorizem o estudo, os pais têm de o valorizar sempre e não apenas em época de testes ou no final do ano lectivo. Deixem que os vossos filhos vos vejam a ler, a assistir a peças de teatro, organizem programas culturais em famílias, como idas a museus, por exemplo. Se eles percepcionarem que aprender é algo que os pais ainda fazem e com agrado, tudo se torna mais fácil.

Depois, bem depois todos sabemos que há duas formas básicas de educação: premiando o bom comportamento ou punindo o mau. Qual o mais eficiente? Inúmeros estudos apontam que educar através do reforço positivo (premiando) é mais eficaz do que punindo. E mais saudável também. É melhor premiar com um pouco mais de atenção, prolongar dez minutos a ida para a cama, fazer uma refeição do seu agrado, ir ao cinema, andar de bicicleta, deixá-lo ver na televisão aquele programa que ele gosta ou jogar um pouco no tablet, computador ou playstation, como forma de recompensa do que castigá-lo a toda a hora quando os objectivos não são atingidos. Demasiado castigo devaroliza-o e quando ele for mesmo necessário não surtirá qualquer efeito. O mesmo acontece com o castigo fisico, uma palmada é eficaz, palmadas constantes deixam de o ser.

Há pais que me questionam sobre se devem ou não pagar aos filhos pelas boas notas. Acho que há tantas outras formas positivas de os recompensarmos que não precisamos de recorrer a pagamentos. Com isso, corremos o risco de valorizar demais os aspectos materiais da vida. Pensem um pouco. Sejam criativos e de certeza que descobrem dezenas de maneiras, bem menos materialistas, de os premiar e incentivar.


13 de fevereiro de 2015

Para reflexão dos pais



"…Era quarta-feira, 8:00 h. Cheguei a tempo à escola do meu filho –“Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória!” – Foi o que a professora disse no dia anterior.
-“O que é que esta professora pensa! … Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela quer? … Se ela soubesse o quanto era importante a reunião que eu tinha às 8:30 h” … Dela dependia uma boa negociação e tive que a cancelar!
Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.
Começou a tempo, agradeceu a nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, a minha mente estava a pensar como iria resolver aquele negócio tão importante, já me imaginava a comprar uma televisão nova com o dinheiro.
“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.
“Sim, eu estou aqui” – contestei ao ir receber o boletim escolar do meu filho.
Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim … “Foi para isto que eu vim … o que é isto???”
O boletim estava cheio de seis e sete. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como se tinha saído o meu filho.
De volta para casa, aumentava ainda mais a minha raiva, cada vez que pensava:
“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltado nada! … Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei em casa, fechei a porta com uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”
João estava no quintal, correu para abraçar-me … “Papá!”
– “Nada de papá!” Afastei-o de mim, tirei o meu cinturão e não me lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo que falava o que pensava dele.
– “Agora vai para o teu quarto!”
João foi a chorar, a sua face estava vermelha e a sua boca tremia.
A minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.
Quando fui para cama, mais tranquilo, a minha esposa entregou-me o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:
– “Lê devagar e depois pensa numa decisão …”
No início estava escrito: BOLETIM DO PAPÁ.
Pelo tempo que o teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6
Pelo tempo que o teu pai dedica a brincar contigo: 6
Pelo tempo que o teu pai dedica a ajudar-te com as tarefas: 6
Pelo tempo que o teu pai dedica para levar-te de passeio com a família: 7
Pelo tempo que o teu pai dedica para ler-te um livro antes de dormir: 6
Pelo tempo que o teu pai dedica para abraçar-te e beijar-te: 6
Pelo tempo que o teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7
Pelo tempo que o teu pai dedica para escutar as tuas dúvidas ou problemas: 6
Pelo tempo que teu o pai dedica para ensinar-te coisas: 7
PAIS – ACORDEM ENQUANTO TÊM TEMPO…
Média: 6,22
As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu filho deu-me 6 e 7 (sinceramente eu merecia 5 ou menos).
Levantei-me e corri para o quarto dele, abracei-o e chorei.
Queria poder voltar no tempo … mas isso não é possível.
João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lágrimas, sorriu, abraçou-me e disse:
– “Eu amo-te papá!” … Fechou os olhos e dormiu."

Autor desconhecido.

Sei que muitos estão agora com o coração apertado e a pensar que nota os vossos filhos vos dariam hoje. Essa sensação de culpa e remorso é a que têm de guardar e recordar na próxima vez que pensarem que estão muito cansados, que não têm tempo, disponibilidade emocional, paciência ou seja lá que outra desculpa costumam usar para não se dedicarem ao vosso maior projecto de vida. Aquilo que fizerem pelo vosso filho hoje será a linha orientadora do sucesso ou fracasso dele amanhã. Não deixem a vossa missão noutras mãos, é a nós, pais, que compete ESTAR.


15 de janeiro de 2015

Miguel de braço ao peito


O meu pardalito quebrou a asa, melhor dizendo, o pulso.
Imitando o Ronaldo, numa finta daquelas de pôr os olhos em bico a qualquer um, em disputado jogo de futsal entre colegas, escorrega sozinho e zás, pulso fracturado.

A mãe, desnaturada, cumpria o seu plano de treinos no ginásio, à hora de almoço como é hábito e, depois de suar as estopinhas e malhar a bem malhar, sai e olha para o telemovel: 2 chamadas de um número + 3 chamadas de outro + 2 de outro ainda - Oh pá, a coisa deve ser grave, anda todo o mundo à minha procura, penso.

Logo na primeira tentativa de contacto fico esclarecida, o pardalito está nas urgências, sozinho, assustado e com dores, sem mãe, de asa partida. O sentimento de culpa invade-me - Que raio de mãe vai para o ginásio e deixa a cria sozinha, sem protecção e conforto numa hora dessas? Que raio de mãe abandona assim um filho nas mãos de um desconhecido?

Meto-me no carro e acelero feita louca, numa fraca tentativa de fazer o relógio andar para trás e compensar o tempo perdido na passadeira. Corro para junto do piolho que está corajosamente sentado, junto de uma auxiliar do colégio, de braço pendurado ao peito, com uma gaze manhosa que se esfarrapa e suja tudo, à espera que o chamem para o raio-x. Cumprimento a Dona Tina e dispenso-a do seu papel de substituta. A partir daquele momento, assumiria o controlo da situação e não deixaria abandonado o meu herói que espera, estoicamente, sem lágrimas, o desenrolar da aventura.

Somos chamados para o raio-x, entramos e a enfermeira diz " a mãe tem de sair". Não, a mãe não tem de sair, a mãe fica." Mas é perigoso, mãe, estamos a falar de radiações e isto não custa nada, o Miguel fica bem". Bem sei, mas daqui não saio, nem arrastada. O pardalito precisa da mãe e tem direito à sua presença. Mantenho-me firme na decisão e a enfermeira, vendo, provavelmente no meu olhar ou tom de voz que a decisão é irrevogável, entrega-me a bata de chumbo que visto qual escudo protector contra as maléficas radiações. Se bem, que com avental ou sem ele, com chumbo ou sem ele, naquele momento nada me impediria de estar com a cria e de lhe dar o conforto possível.

A simples presença da mãe, um olhar, um piscar de olho, uma mão sobre o ombro, uma festa na cabeça, uma conversa parva para desanuviar o ambiente, são alguns dos recursos que uma mãe usa com aquele poder mágico que só as mães têm quando se trata de diminuir as dores de um filho.
Acredito mesmo que nessas horas, qualquer coisa de fantástico se apodera das mães e elas ganham, como que por magia, poderes sobre humanos.

E pronto, o resto da história já dá para adivinhar. Chamada ao médico, informação de que a fractura se confirma, gesso colocado com uma larachas pelo meio para diminuir a ansiedade e o medo, e vamos finalmente almoçar que bem merecemos.
O pardalito tem direito a tudo o que lhe apetece. Afinal, são 15.30  e ele não come desde ontem ao jantar. Maldita a hora que o miúdo não quer comer o pequeno almoço e só come a meio da manhã na escola. Maldita a hora que a mãe, desnaturada, o deixa sair de casa confiante que ele cumpre o que está combinado e come o lanche da manhã. Afinal, o jogo de futebol ao intervalo é coisa mais importante que a fome que eventualmente possa ter. Perder um ou dois minutos da bola, isso é que não pode ser.

Saídos, do hospital, passamos ainda pela escola para ir buscar as coisas dele, tratar das burocracias devidas mas, principalmente, tenho de ser honesta, para que ele possa receber a atenção e o carinho dos colegas e professores.

Entra na escola, qual herói desaparecido em combate e, como já tocou para a saída é imediatamente cercado por todos. Nota-se o ar agradado com que recebe toda aquela atenção e responde dezenas de vezes às mesmas perguntas.

Já em casa, o carinho dos colegas continua via facebook e sms, mas agora é hora de confronto com novas rotinas caseiras. Regresso no tempo cerca de 10 anos e volto a ter ao meu cuidado a cria para despir, vestir, ajudar a calçar, dar banho, vestir o pijama, cortar a comida...

O pardalito está no ninho, ao meu exclusivo cuidado e, permito-me, finalmente, descansar e relaxar. Está tudo controlado! - penso - está magoado, mas protegido; está com dores, mas aqui.
Nada como ter debaixo da nossa própria asa o nosso pardalito de asa partida.


20 de novembro de 2014

Vamos falar de sexo #5



Temos filhos pequenos e muito medo que nos apanhem em situações comprometedoras, que nos vejam ou ouçam durante o sexo. Que devemos fazer se isso acontecer?

É claro que é preciso ter cuidado. As crianças, mesmo as muito pequenas, não devem dormir no quarto dos pais. Desde bebés que devem ter o seu próprio quarto e devem também habituar-se desde cedo a que a porta do quarto dos pais está fechada e que devem bater e esperar pela autorização antes de entrarem. Se os educarem com estas simples regras e habituá-los a chamarem se precisarem de alguma coisa quando estão deitados em vez de se levantarem e virem a correr para junto dos pais, estão a prevenir que situações embaraçosas aconteçam. No entanto, ninguém está livre de um percalço e, se isso acontecer, o melhor é não dramatizar demais a situação, explicar à criança que os pais estavam a namorar e não se alongar em explicações desnecessárias. Vai ver que se lidar com a situação com naturalidade a criança também o fará

4 de novembro de 2014

Filhos que educam pais

 

Às vezes os filhos acham que têm de tomar conta dos pais e armam-se em pais: controlam, chateiam-se, põem de castigo e pensam que são senhores do mundo e da razão. Será que têm esse direito? Em que circunstâncias é que isso acontece?

Na minha prática clinica ás vezes aparecem-me casos destes em que são os filhos os educadores e os pais, normalmente acontece com apenas um dos progenitores e não com ambos em simultâneo, quem  precisa de ser educado. Quando isso acontece por norma o progenitor a educar é imaturo, irresponsável, com pouco sentido do ridículo, com atitudes de criança, "maluco", no dizer do filho, e o outro progenitor é ausente e também pouco preocupado com a educação da prole e o filho que cresce  neste ambiente em que é obrigado a amadurecer mais cedo do que devia assume o controlo. Há uma inversão de papéis pouco recomendável.

Como já devem ter percebido não é saudável para nenhum deles e se o outro progenitor não existir fisicamente (por morte ou divórcio), continuar a ausentar-se emocionalmente  ou não compensar a falha do conjugue há grandes probabilidades de se estar a criar uma criança/ jovem que, embora pareça muito perfeitinho, porque maduro e responsável, poderá vir a dar problemas no futuro. Crescer  sem a orientação devida, assumir funções que não são para a sua precoce idade e assumi-las sozinho, sem se ter construído primeiro uma estrutura emocional sadia,
quase nunca dá bom resultado. Exigir demasiado e demasiado cedo não é bom.

Se por acaso pensam que um dos vossos filhos se enquadra neste retrato procurem desempenhar o vosso papel de pais e não deixem que essa tarefa recaia sobre quem não pode nem deve ser por ela responsável. Acordem e cresçam, por favor!

3 de novembro de 2014

O filme do fim de semana

Matiné de cinema com o Miguel com tudo incluído: pipocas, coca cola e jantar. Fomos ver as Tartarugas Ninja com a bela Megan Fox. É um filme bom para ver com crianças destas idades, tem aventura e suspense q.b. e prende a nossa atenção até ao fim. O Miguel adorou e eu também gostei. Cumpre o seu papel de entretenimento.
Reza a história que afetados por uma substância radioativa, um grupo de tartarugas cresce anormalmente, ganha força e conhecimento. Vivendo nos esgotos de Manhattan, quatro jovens tartarugas, treinadas na arte de kung-fu, Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, têm que enfrentar o mal que habita cidade.